Na última quinta-feira, o atacante Ricardo Oliveira conseguiu uma liminar na Justiça do Trabalho, que o libera do contrato com o Atlético-MG, válido até dezembro deste ano.
Na ação, o centroavante alega quatro meses de salários e FGTS atrasados. Por tudo isso, cobra R$ 3,7 milhões do clube na Justiça, já incluindo valores de verbas rescisórias e multas.
Agora, o jogador fica livre para assinar por outro clube e dar sequência à carreira.
Segundo Jorge Nicola, comentarista da ESPN Brasil, em seu blog no portal Yahoo!, o atleta decidiu processar o Galo por uma série de motivos.
O primeiro foi ter sido impedido de treinar nas instalações do Atlético, que não separou nem sequer um profissional para auxiliá-lo nas atividades.
Depois, pelo fato de ter sido excluído da folha de pagamento: ele não recebe salários em carteira desde março e direitos de imagem desde janeiro - o FGTS também está atrasado.
Para completar, Oliveira ficou extremamente incomodado com o fato de não ter recebido qualquer comunicação sobre sua situação por parte dos dirigentes do Galo, especialmente do presidente Sérgio Sette Câmara, com quem tinha boa relação.
Foi Sette Câmara quem estendeu o contrato de Ricardo Oliveira até dezembro deste ano em meio a uma série de propostas de rivais, em temporadas anteriores.
São Paulo, Santos e Valladolid, da Espanha, foram alguns dos clubes que fizeram ofertas oficiais entre 2018 e 2019.
O contato do clube espanhol, inclusive, partiu de Ronaldo "Fenômeno" (presidente do clube), que telefonou para Ricardo Oliveira.
Pessoas próximas garantem que o atacante tentou por diversas vezes chegar a um acordo com o Galo, mas a direção do clube se mostrou irredutível em relação aos termos da rescisão, com pagamento dos atrasados feito de forma parcelada em muitos anos.
