João Noronha Lopes apresentou sua candidatura à presidência do Benfica nesta quinta-feira e questionou a contratação de Jorge Jesus. Ele fez elogios ao treinador, mas criticou atitudes que o comandante da equipe teve no passado.
“Jorge Jesus, quando saiu do Benfica, teve comportamentos dos quais não gostei. Deve uma explicação aos benfiquistas e espero que a faça. É um grande treinador, é o treinador do Benfica e passa a ser o meu treinador. O que eu não percebo é como é que pode ser o treinador de Luís Filipe Vieira quando foi empurrado porque não cabia no projeto, quando foi acusado de deslealdade, se avançou com uma ação de 14 milhões de euros e, há pouco tempo, Vieira disse que não voltaria ao Benfica”, afirmou Noronha Lopes.
“Acho que o futebol do Benfica tem de ser definido com um plano de longo prazo. Não pode ser definido em função de luzes, de decisões de um homem só ou de calendários eleitorais. Eu e Jorge Jesus, em conjunto, encontraremos a melhor forma de fazer com que o Benfica vença em Portugal e na Europa”, disse.
Noronha Lopes não foi o único candidato que fez críticas em relação a Jorge Jesus. Em entrevista à ESPN, Rui Gomes da Silva disse que o Mister 'fez o que quis' com o presidente Luís Filipe Vieira e falou que boa parte da torcida é contra sua volta.
As eleições no Benfica estão marcadas para outubro, e o atual presidente busca o seu sexto mandato, sendo que está na função desde 2003.
Depos de um ano à frente do Flamengo, Jesus desembarcou nesta terça-feira em Lisboa e foi recebido com festa no aeroporto da capital portuguesa. O trabalho para valer começa daqui algumas semanas, quando o Benfica inicia a preparação para a temporada 2020-21.
O técnico já tinha treinado o time entre 2009 e 2015, faturando dez títulos. Mas a saída não foi nada amigável. Recusou uma oferta alta de renovação, trocando o clube da Luz imediatamente pelo arquirrival Sporting.
Na época, Vieira lamentou o que chamou de “falta de gratidão”. Ainda afirmou que o Benfica buscaria um técnico ambicioso e comprometido com o clube, sem se surpreender com o gesto de Jesus.
A situação foi tão tensa que a diretoria impediu Jesus de voltar ao centro de treinamento para que ele se despedisse dos funcionários e ainda o processou, cobrando 14 milhões de euros por considerar que ele assinou com o Sporting ainda sob contrato.
Em 2018, Jesus e Vieira entraram em um acordo, fazendo com que o processo fosse retirado da Justiça.
