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No Bola da Vez, Dudu explica por que não batia pênaltis no Palmeiras 'nem se Papa pedisse' e conta o que mudou para voltar a cobrar

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No Bola da Vez, Dudu conta por que parou de bater pênaltis no Palmeiras: 'Não bateria nem se o Papa aparecesse' (2:22)

Jogador do Palmeiras participa do Bola da Vez de Casa deste sábado (6), às 22h na ESPN Brasil e ESPN App (2:22)

Dudu, ídolo do Palmeiras, é o Bola da Vez deste sábado, às 22h (de Brasília), na ESPN Brasil e no ESPN App. E o programa vem quente! O craque alviverde abriu o jogo no programa – como fez poucas vezes em outras entrevistas. E, em um dos momentos mais reveladores, explicou os motivos de ter parado de bater pênaltis – e também o que mudou para ter voltado a cobrar agora.

“Vou voltar lá em 2015. Quando eu cheguei no Palmeiras a gente entrou em um acordo que eu era o batedor de pênaltis do time. Fiz alguns, errei alguns. Com o Roger (2018), começou do mesmo jeito: fiz alguns, errei alguns. Daí todo mundo começou a falar que eu não tinha que bater pênalti. Virei para o treinador na época e disse: ‘Roger, não preciso bater pênalti. Não é porque sou um dos principais jogadores do time que tenho que bater. Se todo mundo quer que eu não bata, eu não bato’”, relatou Dudu.

“E também quando eu coloco uma coisa na minha cabeça, acabou. Não tem que vai fazer eu bater. Falei que não ia bater e não bati. Podia ser no tempo normal, na decisão por pênaltis... Eu não ia bater! E foi o que aconteceu. Estava todo mundo falando que o Dudu não tinha que bater. E depois todo mundo ficava cobrando de mim na hora das decisões por pênalti. Mas eu já tinha colocado na minha cabeça que não ia bater. Poderia chegar o Papa, eu não ia bater”, completou.

Incontestavelmente o principal jogador palmeirense dos últimos anos, Dudu sempre enfrentou essa cobrança da imprensa e da torcida nos pênaltis. Em certo momento, porém, realmente parou de bater – o que chamou a atenção principalmente quando o time tinha que decidir alguma classificação nas cobranças da marca do cal.

Dudu bateu três pênaltis em 2015, com apenas um acerto. Em 2018, cobrou mais cinco. Até acertou os três primeiros, mas errou os dois últimos. Em 2019, só cobrou um pênalti – e converteu.

Eram, portanto, nove cobranças e cinco acertos para ele.

O que mais chamava a atenção, porém, era quando ele não batia. Dudu não cobrou, por exemplo, nas decisões por pênaltis contra o São Paulo na semifinal do Campeonato Paulista do ano passado e também contra o Internacional, nas oitavas de final da Copa do Brasil. O Palmeiras acabou eliminado em ambas.

Agora, porém, a situação parece ter mudado. Dudu já bateu dois pênaltis nos poucos jogos que fez em 2020: errou contra o Guarani e acertou contra o Red Bull Bragantino.

Mas o que mudou?

“Agora chegou o Luxemburgo esse ano e falou que eu queria que eu fizesse mais gol, que precisava de mim motivado e que queria que eu batesse pênalti. E é o que está acontecendo. Sou hoje o batedor de pênalti oficial do time. Mesmo que eu errar, vai ser eu. A gente precisa dessa confiança do treinador e da torcida. Não é porque errou um ou dois pênaltis que não tem que bater mais”, diz.

O craque, porém, já tem uma coisa na cabeça: se as coisas começarem a dar errado, não vai querer forçar a barra para continuar como o cobrador oficial.

“Se eu ver que não tenho chances de fazer o gol, vou deixar outro bater. Não tenho esse egoísmo”, diz.