Nesta terça-feira (19), o Chelsea comemora oito anos da conquista da Champions League diante do Bayern de Munique. Naquela temporada, os Blues passaram por muitas turbulências e chegaram à decisão como zebras e estavam sendo derrotados por 1 a 0 até o último lance do jogo quando Didier Drogba empatou e forçou a prorrogação. Nas penalidades, os ingleses conquistaram o título inédito.
Aproveitando a data, Drogba revelou uma história daquela final e comentou que quase chorou de tristeza por estar perdendo sua segunda final de Champions antes mesmo do apito final - em 2008, também nos pênaltis, o Chelsea foi derrotado na final pelo Manchester United.
"Aposto que todos vocês viram os vídeos da final da Champions, então eu só queria contar uma pequena história minha meses antes de sermos campeões", publicou o marfinense em seu Instagram.
"Oito anos atrás, o técnico havia sido demitido pelo clube e nós, os jogadores, tivemos uma reunião aonde reconhecemos que eramos parcialmente responsáveis pela saída dele. O capitão Terry falou, Lampard, Cech e outros líderes também. Decidimos dar tudo nessa competição, apesar da derrota por 4 a 1 contra o Napoli (na partida de ida das oitavas de final). Nós estávamos buscando esse troféu há 8 anos e o máximo que havíamos conseguido era um vice."
"Decidimos deixar o ego de lado e nos desafiarmos por um desafio em comum. Após aquela reunião, pedi para um Juan Mata de 23 anos, 'Maestro, por favor me ajude a ganhar a Champions'. Ele olhou para mim do tipo 'cara, você está louco. Você é Drogba, você vai me ajudar a ganhar'. O lembrei que estava lá há 8 anos e não havia conseguido, então era quem iria me ajudar. Até prometi um presente para ele se ganhassemos", contextualizou o atacante antes de falar sobre a final.
"Aquilo foi no final de fevereiro. Três meses depois estávamos em Munique, na final, no estádio deles, imersos na onda vermelho. Os donos da casa abriram o placar faltando 8 minutos para acabar e antes de eu recolocar a bola em jogo estava completamenet desolado. O jovem então disse para mim 'acredite, Didi, você tem que acreditar'. Segurando as lágrimas, respondi após olhar o relógio, 'acreditar no que? Está quase acabado. Vou chorar como há uns meses quando perdi a final com a Costa do Marfim".
"Último minuto, último escanteio. Digo, nosso primeiro contra 18 do Bayern. Adivinhem quem cobrou... Juan Mata e o resto é história. A lição é: acreditem sempre", finalizou.
