O ex-presidente do Cruzeiro, Wagner Pires Sá, fez uso indevido do cartão corporativo do clube mineiro durante o último ano do mandato dele. O mandatário gastou R$ 13.956 numa viagem para Arraial D’Ajuda, distrito de Porto Seguro, no litoral sul da Bahia, em férias.
O maior gasto foi no Mucugê Village Resort, um hotel de cinco estrelas na praia do Mucugê. Em diárias, Wagner Pires Sá gastou R$ 7.466, via cartão corporativo. Ele estava acompanhado da família.
São informações publicadas nesta quinta-feira pelos portais “SuperEsportes” e “Uol Esporte”.
As publicações afirmam que a ida do dirigente para a Bahia em janeiro de 2019 foi como parte das comemorações pelo título da Copa do Brasil de 2018. O clube mineiro faturou R$ 62 milhões em premiações. O mandatário foi acompanhado da própria família.
Na viagem, o ex-presidente ainda usou o cartão corporativo para pagar a Trend Viagens, uma operadora de turismo, no valor de R$ 3.164. Gastou R$ 1.267 numa conta do Hospital Neuroccor, em Porto Seguro, e R$ 325 no aluguel de um carro na Localiza.
A soma dos gastos envolvendo restaurantes, lojas, bares e café chegou a R$ 1.700.
A reportagem do “SuperEsportes” diz que as faturas dos cartões de crédito do ex-presidente e outros dirigentes estão com a Kroll, empresa contratada pelo Cruzeiro para auditar a antiga administração do clube. Além da investigação interna, a Polícia Civil e o Ministério Público também apuram crimes de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e falsidade ideológica.
A publicação ainda diz que a atual diretoria do clube acredita que poderá cobrar os ex-dirigentes por uso indevido do cartão corporativo.
Wagner Pires de Sá foi procurado por ambas as publicações para apresentar sua versão sobre o uso do cartão corporativo do Cruzeiro, mas não respondeu. Vale lembrar que a temporada passada terminou de forma trágica, com o rebaixamento do clube para a Série B nacional.
