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Felipão lembra conversa com Cristiano Ronaldo sobre China e aconselha Neymar a voltar ao Barça

Luiz Felipe Scolari trabalhou quase dois anos com Neymar, quando dirigiu a seleção brasileira entre 2012 e 2014. A convivência foi pouca, mas suficiente para que Felipão conhecesse o craque de perto e, hoje, se sentisse confortável para dar um conselho: volte ao Barcelona.

Foi isto que o treinador disse nesta quarta-feira, em entrevista à "Fox Sports". Sem trabalho desde que deixou o Palmeiras, em setembro de 2019, Felipão é a favor do retorno de Neymar ao Barça, clube que ele defendeu por quatro anos, entre 2013 e 2017.

"Ao Neymar, diria hoje, conhecendo o que conheço: volta, vai para o Bacelona. Se aparecer oportunidade, aí sim voltará a disputar a condição de melhor do mundo em igualdade com qualquer jogador desses que são escolhidos sempre", opinou Scolari.

O retorno de Neymar ao Camp Nou é especulado a cada janela de transferências. Nesta semana, jornais espanhois disseram que o brasileiro está disposto até a reduzir salários e bônus para deixar o Paris Saint-Germain, que pagou 222 milhões de euros para tê-lo em 2017.

Este não foi o primeiro conselho de Felipão a uma grande estrela do futebol atual. O técnico lembra quando foi procurado por Cristiano Ronaldo, que queria saber mais sobre a China. Na época comandando o Guangzhou Evergrande, Scolari foi direto com o craque, que foi seu jogador na seleção de Portugal.

"Ele ligou, me perguntou como era o futebol na China. Eu falei: 'Tu vens para a China, vai vender sua imagem, tudo aquilo que faz de propaganda para milhões de pessoas, mas deve saber que o futebol chinês não é tão badalado. Não vai ser mais o melhor do mundo. Se é isso que quer fazer, venha para a China e vai ser o rei por cinco anos'. Ele entendeu e seguiu a vida", relatou Felipão.

O treinador brasileiro foi o primeiro a convocar Cristiano Ronaldo para a seleção portuguesa principal, quando o hoje astro da Juventus era uma promessa do Sporting. Juntos, os dois disputaram duas edições da Eurocopa (2004, quando a equipe foi vice-campeã em casa, e 2008) e também uma Copa do Mundo (2006).