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Ex-capitão do Cruzeiro, Henrique explica saída do clube após queda para Série B e 'novo ciclo' no Fluminense

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Desgaste, conflitos, tristeza: Henrique detalha saída do Cruzeiro e conversa com Adílson (3:02)

Após 10 temporadas no clube, volante foi para o Fluminense (3:02)

Depois de 11 anos de história no Cruzeiro, Henrique deixou o clube celeste para defender o Fluminense. O volante chegou a Belo Horizonte em 2008, trazido, coincidentemente, por Adilson Batista na época. E foi o mesmo treinador que comandou o último ciclo de Henrique com a camisa do clube, em 2019.

Em entrevista exclusiva à ESPN, Henrique falou sobre a queda do Cruzeiro para Série B e a escolha de ter saído no momento mais difícil da história da instituição, e reforçou: ‘Não me acho traidor’.

O volante era o capitão da equipe e explicou que ‘não foi fácil tomar a decisão’ de sair, mas que o motivo era maior.

“Foram muitos anos vividos em BH e no Cruzeiro, e vividos de forma intensa, de forma vitoriosa. Não foi uma decisão fácil a ser tomada. Mas eu via necessidade naquele momento, por mais que a circunstância diziam pra eu ficar. Tem algo maior nisso, que é a questão mental, questão da pessoa. Muitas pessoas julgam e criticam sem saber os totais motivos. Era questão mais mental, de sentir um novo ar, dar uma respirada, tirar um pouco da carga que foi muito pesada que eu estava trazendo comigo”.

Por conta de sua saída em momento de dificuldade do Cruzeiro, Henrique foi muito criticado por parte da torcida celeste.

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Eu não me acho traidor, cada um sabe o motivo de querer sair. Eu não posso julgar a outra pessoa pelos motivos delas por terem saído. Minha situação é totalmente diferente, eu saí, claro que pelo momento difícil, mas tem algo maior nisso tudo. As pessoas tem que entender isso, são questões mentais, de pensar além de um atleta. É um ser humano. O carinho que eu tenho pelo clube e pelo torcedor é muito grande”.

Henrique, que está em Belo Horizonte para passar as férias dadas pelo Fluminense neste período de quarentena, reforçou o carinho que tem pela Raposa.

“A relação com o torcedor é muito verdadeira em questões de sentimentos meus, eu amo essa torcida, o clube... são mais de 10 anos vividos aqui! Não saí porque deixei de amar, foram por outras razões. Por mais que saí no momento mais difícil, também tem o momento difícil do ser humano Henrique, que as pessoas deveriam enxergar. Não julgar apenas pelo atleta, e sim pelo ser humano também”.

Henrique saiu do Cruzeiro com 516 jogos e dez títulos: seis no Campeonato Mineiro (2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019), o bicampeonato Brasileiro (2013 e 2014) e duas Copas do Brasil (2017 e 2018)

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Em 2020 Henrique já vestiu a camisa do Fluminense. Apesar da eliminação na Sul-Americana, o tricolor carioca está vivo na Copa do Brasil (perdeu o primeiro jogo da terceira fase para o Figueirense por 1 a 0).

Com a paralisação por conta do coronavírus, o volante projeta a temporada, por mais indefinida que esteja, na equipe das Laranjeiras.

“O trabalho está sendo bem montado, o Odair tem trazido resultados bons, estamos disputando com o Figueirense a classificação na Copa do Brasil, perdemos fora mas temos chance de reverter. É um início de adaptação ainda, chegaram novos jogadores, tem esse tempo de adaptar, de se conhecer… É uma equipe competitiva que vai trabalhar em busca de objetivos maiores, então a gente vê muita esperança e confiança no elenco todo”.

O jogador ainda falou sobre a rivalidade com o Flamengo. Confira no vídeo abaixo:

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