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LaLiga em uma ilha? Associação sugere, mas ministro responde firme: 'Só volta quando a Saúde liberar'

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A Associação Ashotel propôs a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e para a Liga Profissional de Futebol da Espanha (LaLIGA), que estudem terminar os jogos restantes da Primeira e Segunda Divisão nas ilhas Canárias. Apesar disso, o ministro de Cultura e Esporte da Espanha, José Manuel Rodríguez Uribes, respondeu de forma firme a proposta: ‘Só volta quando a saúde liberar’.

A Espanha está em estado de emergência por conta da pandemia do coronavírus desde o dia 14 de março, o que também provocou a paralisação das competições nacionais. O presidente da Associação Ashotel, Jorge Marichal, tentou propor uma alternativa para que a LaLiga acabe.

Na carta escrita para os presidentes da RFEF e da Liga Profissional de Futebol da Espanha, Luis Rubiales e Javier Tebas, respectivamente, Jorge Marichal explicou como seria benéfico para ambas as partes que o campeonato ocorresse nas ilhas canárias.

Para o mandatário da rede de hotel, a ilha segue isolada e pouco afetada pela COVID-19, além de oferecer estrutura esportiva necessária para dar andamento ao Campeonato Espanhol. Além disso, Marichal acredita que o retorno da LaLiga nas ilhas canárias poderia influenciar o turismo, muito afetado pela pandemia do coronavírus

“Contribuirá para a recuperação do setor turístico nas ilhas, verdadeiro motor da economia, assim como reabrirá alguns estabelecimentos, fechados por ordem ministerial desde o dia 27 de março”, dizia um trecho da carta entregue a Javier Tebas e Luis Rubiales.

Apesar disso, José Uribes, atual Ministro de Cultura e Esporte da Espanha, afirmou nesta quarta-feira (08) ao jornal espanhol As que o campeonato só acontecerá com permissão do ministério da Saúde.

“Efetivamente, o futebol não vai voltar quando Tebas ou quando eu ou mais ninguém disser. Só quando a Saúde recomendar”, revelou.

“Outra coisa é fazermos sugestões e pensarmos no melhor momento para voltar, mas a decisão final será dos experts, pois o principal é preservar a vida das pessoas. Seria muito bom que, tanto a LaLiga quanto as outras federações, o CSD até o Ministério que dirijo, pensem em diferentes cenários, em um calendário possível. O diálogo será fundamental”, finalizou o ministro.