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Brasileiro preso na Rússia por 'favor' a Fernando, ex-seleção e Grêmio, conta drama

Há mais de um ano, o brasileiro Robson Oliveira está preso na Rússia e vive um verdadeiro pesadelo.

Ao lado da companheira, Simone Barros, que era cozinheira da família do volante Fernando, ex-Spartak Moscou, ele decidiu se aventurar, atraído pela proposta de emprego como motorista do atleta, que renderia um salário de R$ 6 mil.

Porém, o “sonho” se arruinou no dia 18 de março, quando Robson foi preso por portar duas caixas do remédio Mytedom 10mg (cloridrato de metadona), que é utilizado para conter dores fortes e proibido na Rússia.

O medicamento em questão estava na mala do brasileiro, que levou para a Rússia a pedido da família do jogador - o sogro de Fernando o utiliza. Mesmo sem der o “dono” do medicamento, Robson foi detido e espera julgamento. Até sua defesa reconhece que ele deve ser condenado, mas ele não desiste.

“Sim, estou com esperança. Sempre tive esperança, porque sou inocente”, disse Robson, em entrevista veiculada pela TV Globo, que revelou a história, neste domingo.

“Todos os momentos são difíceis, Todos os segundos, minutos. Nenhum momento é fácil, todo dia faço a mesma coisa. Natal, Ano Novo, Carnaval, tudo tem sido indiferente”, completou sobre sua realidade na prisão russa.

Robson não esconde a mágoa com Fernando, que logo após o caso acertou sua ida para o Beijing Guoan, da China. Ele acusa o jogador e sua família de não lhe prestarem ajuda.

“Até onde eu sei, nem ele, nem a família dele estavam fazendo nada. Então quero que ele me tire daqui. Até então, eles não estão fazendo nada. Quero que me tire daqui”, afirmou.

“Fui preso sem saber o que tinha na mala. Falaram que era roupa e mantimentos alimentícios”, completou, admitindo a “revolta” com quem lhe contratou.

“Sentimento de revolta. Estou nessa situação por causa deles. Fizeram o que fizeram e foram embora da Rússia”, encerrou.

Robson tem advogados pagos pela família de Fernando, mas o sogro do jogador nunca prestou depoimento à polícia, para admitir que os remédios eram seus - segundo seu representante, trata-se de um "problema processual", da Justiça da Rússia.

O brasileiro não tem prazo para ser julgado, mas sua pena pode chegar até a 20 anos. Sua defesa admite que é difícil Robson ser inocentado e trabalha para que sua condenação seja a menor possível.