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Promotoria ganha data-limite para 'caso Ronaldinho', e ele pode ficar mais seis meses preso no Paraguai

A Suprema Corte do Paraguai comunicou nesta terça-feira que foi dada uma data-limite à Fiscalía (o Ministério Público) para entregar um relatório final sobre o "caso Ronaldinho Gaúcho".

O órgão máximo da Justiça local determinou que o MP tem até 5 de setembro para definir as bases de acusação contra Ronaldinho e seu irmão, Roberto de Assis, que estão detidos por uso de passaportes falsos.

Com isso, a dupla brasileira pode seguir presa por mais seis meses em Assunção, capital do Paraguai.

No sábado, a juíza Clara Ruíz Díaz, já havia dito que a prisão preventiva poderia durar seis meses. Agora, com a ordem da Suprema Corte, há de fato uma data-limite confirmada.

Mais cedo nesta terça, a Fiscalía já havia comunicado que Ronaldinho e Assis iriam continuar presos na Agrupación Especializada da polícia.

A defesa da dupla ofereceu uma casa em Lambaré, avaliada em US$ 760 mil (R$ 3,5 milhões) como garantia de prisão domiciliar, mas o juiz não acatou o pedido.

No mesmo despacho da Suprema Corte, também foi informado que a empresária Dalia López foi intimada a depor.

A magnata, que foi quem convidou Ronaldinho para ir ao Paraguai participar de eventos de sua associação beneficente, é acusada de produção de documentos falsos e associação criminal.

No momento, ela se encontra foragida.

*Colaboraram Edgar Cantero, da ESPN Sur, e Francisco De Laurentiis, da ESPN Brasil