Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis, estão presos em Assunção, no Paraguai, após o pedido do promotor de Justiça Osmar Legal. E se depender dele, os dois seguirão detidos.
Presente no Palácio de Justiça de Assunção neste sábado, no qual ex-jogador e empresário chegaram algemados pela manhã para nova audiência, ele falou com a imprensa e explicou suas ações.
"Sim, pedi a prisão preventiva na intenção de que se cumpra o artigo 242, porque há perigo de fuga e para que se cumpra todos os outros requerimentos da norma... Porque é uma possibilidade [que saiam do país] pela facilidade que têm economicamente de viajar", afirmou.
Legal também explicou que a defesa de Ronaldinho e Assis solicitou que a reclusão fosse domiciliar, mas que não há condições legais para se atender a isto.
"Pediram a reclusão domiciliar, citam um domicílio [dos quais seriam donos], mas eles não têm raízes aqui e não apresentaram nenhuma documentação. Sim, [o domicílio] seria em Assunção", seguiu.
Questionado sobre o que acontece agora, o promotir foi direto:
"Eles vão esperar o que a juíza [Clara Ruiz Diaz] decidir. A Promotoria pediu que continue a prisão preventiva."
Entenda o caso
Ronaldinho e Assis desembarcaram em Assunção na quarta-feira para participarem de um evento. Os dois foram pegos com documentos aduterados no país e passaram a ser investigados.
Os passaportes haviam sido expedidos em nome de outras duas pessoas e, postoriormente, adulterados.
La Fiscalía General libró orden de detención, imputó al jugador Ronaldiño por Uso de Documento Público de contenido falso y solicita medida cautelar de Prisión Preventiva.
— Fiscalía Paraguay (@MinPublicoPy) March 7, 2020
Além disso, a promotoria acusou outras três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado pela defesa do ex-atleta como responsável pelos documentos falsos, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, que foram as paraguaias que constavam nos documentos expedidos.
Na quinta-feira, o fiscal Federico Delfino afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Assis não seriam presos por entrarem com documentos falsos no Paraguai, tendo apenas que pagarem uma "multa social".
Mas o juiz responsável pelo caso, Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, tomou uma decisão totalmente contrária nesta sexta-feira e determinou a detenção dos dois.
