<
>

Ronaldinho Gaúcho preso: promotor alega 'perigo de fuga' e pede que ex-jogador e irmão sigam detidos

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis, estão presos em Assunção, no Paraguai, após o pedido do promotor de Justiça Osmar Legal. E se depender dele, os dois seguirão detidos.

Presente no Palácio de Justiça de Assunção neste sábado, no qual ex-jogador e empresário chegaram algemados pela manhã para nova audiência, ele falou com a imprensa e explicou suas ações.

"Sim, pedi a prisão preventiva na intenção de que se cumpra o artigo 242, porque há perigo de fuga e para que se cumpra todos os outros requerimentos da norma... Porque é uma possibilidade [que saiam do país] pela facilidade que têm economicamente de viajar", afirmou.

Legal também explicou que a defesa de Ronaldinho e Assis solicitou que a reclusão fosse domiciliar, mas que não há condições legais para se atender a isto.

"Pediram a reclusão domiciliar, citam um domicílio [dos quais seriam donos], mas eles não têm raízes aqui e não apresentaram nenhuma documentação. Sim, [o domicílio] seria em Assunção", seguiu.

Questionado sobre o que acontece agora, o promotir foi direto:

"Eles vão esperar o que a juíza [Clara Ruiz Diaz] decidir. A Promotoria pediu que continue a prisão preventiva."

Entenda o caso

Ronaldinho e Assis desembarcaram em Assunção na quarta-feira para participarem de um evento. Os dois foram pegos com documentos aduterados no país e passaram a ser investigados.

Os passaportes haviam sido expedidos em nome de outras duas pessoas e, postoriormente, adulterados.

Além disso, a promotoria acusou outras três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado pela defesa do ex-atleta como responsável pelos documentos falsos, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, que foram as paraguaias que constavam nos documentos expedidos.

Na quinta-feira, o fiscal Federico Delfino afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Assis não seriam presos por entrarem com documentos falsos no Paraguai, tendo apenas que pagarem uma "multa social".

Mas o juiz responsável pelo caso, Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, tomou uma decisão totalmente contrária nesta sexta-feira e determinou a detenção dos dois.