Nesta terça-feira (18), às 17h (Brasília), o Borussia Dortmund recebe o Paris Saint-Germain na primeira partida das oitavas de final da Champions League. A partida coloca frente a frente o técnico Thomas Tuchel e a equipe que o projetou para o futebol mundial, o Borussia.
O comandante alemão chega para o duelo pressionado e com um clima instável, principalmente por conta da tensão entre Tuchel e o atacante Kylian Mbappé.
Durante a vitória por 5 a 0 sobre o Montpellier, em 1º de fevereiro, o francês não gostou de ser substituído e brigou com o técnico na beira do gramado, diante de mais de 47 mil pessoas que lotavam o Parc des Princes.
Segundo informações do Le Parisien, Mbappé "fica irritado por sempre ser o primeiro a ser substituído" no grupo que tem o atacante francês, Neymar, Icardi e Dí Maria. O atrito com jogadores, porém, não é novidade para Tuchel, que saiu do Dortmund justamente por conta de uma briga com os jogadores.
No dia 11 de abril de 2017, a equipe do Borussia se dirigia ao Signal Iduna Park para disputar um duelo de quartas de final da Champions contra o Monaco quando o ônibus sofreu um atentado à bomba.
Um dos jogadores da equipe, o defensor espanhol Marc Bartra, ficou ferido, machucou o braço esquerdo e foi encaminhado imediatamente ao hospital.
Por conta do episódio, a partida foi adiada e jogadores ficaram abalados. Em 2019, um livro biográfico entitulado 'Sussurros de Cabine', do jornalista Pitt Gottschalk, do Bild, foi lançado contando histórias anônimas de jogadores e trouxe a revelação do motivo da demissão de Tuchel.
Segundo Gottschalk, o treinador exigia que seus jogadores entrassem em campo contra o Bayern de Munique no final de semana seguinte ao atentado e Marco Reus e Gonzalo Castro, líderes do elenco, convocaram uma reunião.
Nela, Tuchel teria cobrado mais atitude de seus jogadores e, durante uma discussão, comentou com um diretor aurinegro: "É com estes frouxos que ganharei do Bayern?".
A situação se transformou em um grande desgaste entre técnico e elenco e foi a principal responsável pela demissão de Tuchel, que ainda tinha um ano de contrato quando foi desligado do Dortmund.
