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Europa fica sem Mourinho pela primeira vez na história

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Champions League: especialistas da ESPN opinam qual time é o favorito ao título (1:18)

Confira breves análises dos comentaristas dos canais ESPN (1:18)

Pela primeira vez neste século o futebol europeu não conta com seu ‘Special One’.

Desde que José Mourinho foi treinador principal de uma equipe – com o Benfica, em 2000 -, ele participou ao menos um jogo por temporada de uma das duas grandes competições do continente.

Sem emprego desde que foi demitido do Manchester United em dezembro, o técnico - a princípio – é ausência em 2019-20 no futebol europeu. Uma ausência bastante sentida, considerando o seu histórico e, claro, o seu perfil sempre marcante por onde passa.

Duas vezes campeão da Champions League, uma pelo Porto (2004) e outra pela Inter de Milão (2010), Mourinho também tem duas taças de Liga Europa no currículo, com o Porto (2003) e com o Manchester United (2017). Porém, sua estreia foi longe de ser positiva.

Em 2000, ele assumiu o Benfica, time que tinha perdido a ida da primeira fase eliminatória para o Halmstad, da Suécia, por 2 a 1. Mourinho, em sua primeira partida continental, viu a equipe de Lisboa ficar no empate por 2 a 2 em casa e ser eliminado. Na temporada seguinte, o técnico pegou o Porto já durante a disputa da segunda fase de grupos da Champions League. Com três derrotas e uma vitória sob o seu comando, os Dragões terminaram na lanterna e não conseguiram a classificação às quartas de final.

A partir de 2002, porém, o português veria o desempenho melhorar, a ponto de transformar-se em um ícone na profissão. O técnico conduziu o Porto a dois títulos europeus seguidos. O sucesso o levou ao Chelsea, ao qual chegou em 2004 falando ser o ‘Special One’.

Em sua primeira temporada nos Blues, foi à semifinal, fase em que seus comandados acabaram eliminados pelo Liverpool, com o polêmico e famoso gol de Luis García - que causa dúvida até hoje se a bola entrou ou não. Nas duas campanhas seguintes, o português viu seu time cair nas oitavas e nas semis para o Barcelona e outa vez para o Liverpool, respectivamente.

Em 2007-08, um início abaixo e uma saída inesperada do técnico em setembro. Mourinho fez apenas uma partida naquela Champions, um empate com o Rosenborg. Sob o comando de Avram Grant, o time foi à final e perdeu o título nos pênaltis para o Manchester United.

Contratado pela Inter Milão, Mourinho e sua nova equipe caíram nas oitavas pelo Manchester United - então defensor do título - em 2008-09. Na campanha seguinte, o português alcançou a glória máxima na Europa pela última vez, e inclusive faturou a tríplice coroa. Contratado pelo Real Madrid, ele viu seus comandados serem superados nas semis nas três temporadas com os merengues, diante de Barcelona, Bayern de Munique e Borussia Dortmund.

A semifinal voltaria a atormentar Mourinho em seu retorno ao Chelsea em 2013-14. O Atlético de Madrid seria o algoz. Já na edição seguinte, o Chelsea caiu para o Paris Saint-Germain no critério dos gols fora de casa. Em 2015-16, o Chelsea até iria às oitavas de final, mas Mourinho só comandou o clube até a fase de grupos, uma vez que saiu em dezembro após um início ruim na Premier League.

Depois de 13 participações seguidas na Champions League, Mourinho ficaria de fora do torneio em 2016-17, ao assumir o Manchester United, que não tinha conseguido a classificação ao torneio. O português, então, disputou a Liga Europa, e a conquistou, com um triunfo diante do Ajax na final.

No retorno à Champions, em 2017-18, o United e Mourinho decepcionaram, com uma eliminação em casa para o Sevilla nas oitavas. Após terem empatado por 0 a 0 fora de casa, os ingleses perderam por 2 a 1 em Old Trafford. Por fim, em 2018-19, os Red Devills foram até as quartas de final, conseguindo uma virada impressionante diante do PSG nas oitavas, mas o português só ficou no banco de reservas na fase de grupos, já que foi demitido em dezembro de 2018 em meio a uma temporada irregular.

Desde então, o treinador de 56 anos chegou a comentar jogos de futebol na televisão e já explicitou a saudade que sente de voltar a trabalhar na função. Quem sabe isso não ocorre ao longo da temporada? Futebol europeu sem Mourinho não é a mesma coisa.