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Ex-jogador do Boca Juniors admite favorecimento e diz que árbitro de duas finais de Libertadores 'era um dos nossos'

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A polêmica que ronda as arbitragens em jogos com clubes argentinos na Copa Libertadores ganhou mais um capítulo. Em entrevista ao programa Futbol 910, da Radio La Red da Argentina, o ex-jogador do Boca Juniors Cristian Traverso admitiu que o clube foi favorecido em algumas oportunidades.

O ex-defensor também chegou a chamar Oscar Ruiz, árbitro que dirigiu quatro finais vencidas pelo Boca nos anos 2000, de "um dos nossos".

"Há muito, muito de bastidor na Copa Libertadores. Você tem que ter um time capacitado para ganhar, porque o bastidor não vai definir o que acontece no campo de jogo, mas o extracampo sempre ajuda", disse.

Traverso afirmou, porém, que os jogadores não ficavam ciente do que acontecia nos bastidores. "Tratávamos de treinar e nos concentrar no que tínhamos de fazer. E depois, por sorte, havia muitos árbitros que nos favoreciam".

Quando perguntado sobre o colombiano Oscar Ruiz, o ex-defensor respondeu, entre risos, que "Oscar era um dos nossos". O árbitro dirigiu a final do Intercontinental de 2000 contra o Real Madrid e mais duas finais de Libertadores e uma de Recopa Sul-Americana, todas vencidas pelo Boca.

Em 2003, Ruiz apitou a primeira partida da final da Libertadores, uma vitória argentina por 2 a 0 sobre o Santos, em La Bombonera. Em 2007, apitou o jogo que sacramentou o título do Boca diante do Grêmio, a vitória por 2 a 0 no Olímpico. Na Recopa de 2006, apitou o jogo da volta, um empate em 2 a 2 com o São Paulo no Morumbi.

Traverso chegou ao Boca em 1997 e ficou até 2002, antes de ter uma nova passagem entre 2004 e 2005. Foi campeão das Libertadores de 2000 e 2001 e do Intercontinental de 2000.