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Libertadores: Onde está hoje o torcedor que atirou garrafa em ônibus e levou River x Boca para Madri na Libertadores

Aquele sábado, 24 de novembro de 2018, não sairá da mente dos amantes de futebol que esperavam a final de Libertadores que entraria para a história com o maior clássico argentino.

No entanto, na esquina da Avenida Libertador com a rua Lidoro Quinteros, Matías Firpo acabou com toda a festa ao arremessar uma garrafa no ônibus que levava o time do Boca Juniors para o estádio Monumental de Nuñez. Por isso e tudo que se sucedeu naquela final, o confronto aconteceu 15 dias mais tarde em Madri.

O River Plate foi campeão do torneio em território espanhol. Mas onde está Matías Firpo? O que aconteceu com o torcedor que levou o jogo para a Espanha?

Matías Firpo

A primeira consequência ao torcedor foi a prisão quando identificado.

O homem de 31 anos admitiu que arremessou a garrafa após ser identificado pelas câmeras de segurança e detido pela polícia em sua casa. Nas imagens, o homem aparece de boné, óculos e cabelo longo, mas já estava com o cabelo raspado quando foi encontrado.

"Me ocorreu de arremessar a garrafa. Mas estou arrependido, sei que agi mal", afirmou.

Em entrevista ao canal argentino Clarín, afirmou que foi ao jogo com sua família e amigos e o momento em que arremessou a garrafa foi quando não conseguiu "controlar o impulso". Além de garantir que não estava sob efeitos de droga, e apenas se equivocou.

Em um julgamento prévio, após reconhecer sua culpa, foi condenado a dois anos e quatro meses de regime domiciliar, ao cumprimento de regras de conduta e deverá realizar tarefas comunitárias.

A decisão homologada pela juíza María Julia Correa também impôs que o argentino não poderá comparecer ao Monumental de Nuñez, estádio do River, e nem a nenhum outro evento de massa.

O advogado de Firpo, Clarín Ricardo Vallejos, afirmou que seu cliente "segue com a vida e cumpre a condenação que o deram, não é da torcida organizada e nem violento. Isso ficou claro no processo".

Atualmente, segue realizando tarefas comunitárias em um lar infantil em Buenos Aires, além de se apresentar uma vez por mês para informar o que está fazendo a respeito de sua pena.

E mesmo tendo sido liberado para negociar um acordo com a Justiça, não pode se ausentar do país sem notificar previamente a juíza Correa.

Acusações

Firpo foi acusado por Dano Agravado pelo caso ter ocorrido em um evento esportivo de grande porte, por se tratar de um bem de uso público e atentado à autoridade, além de ter sido acusado de impedir a realização de um espetáculo esportivo de caráter massivo em local público.

Também foi condenado por Lesões Leves Agravadas por ter causado dano corporal ou ter tido intenção após arremessar a garrafa que quebrou o vidro do ônibus.

Torcida Organizada

Em entrevista ao jornal, o torcedor também afirmou que não fazia parte da torcida organizada Barra Brava, era "apenas um torcedor que ia ao estádio como qualquer outro". O advogado de Firpo também confirmou a informação.

O River Plate também se pronunciou sobre o assunto e afirmou que o torcedor foi sócio do clube de 2009 à 2012, voltando a se integrar ao clube em 2015 através da Comunidade Somos River.

Após o incidente na final da Libertadores, o clube suspendeu Matías Firpo do clube e deu início ao processo de expulsão do torcedor como sócio do clube.

Por isso, o torcedor não poderá acompanhar a semifinal do torneio sul-americano neste ano que contará, novamente, com o clássico argentino!