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Por confusão em final contra São Paulo, irmão de Sánchez é procurado pela polícia em hotel antes de jogo decisivo do River na Libertadores

O que Carlos Sánchez, do Santos, o São Paulo, River Plate e a polícia paraguaia tem em comum? Nicolás De la Cruz.

A manhã do River Plate pré-quartas de final de Copa Libertadores contra o Cerro Porteño foi movimentada. A polícia do Paraguai bateu às portas do hotel em que o clube estava hospedado a procura do jogador uruguaio de 22 anos para entregá-lo uma ordem de detenção.

Porém, a confusão toda teve início em 2016, quando De la Cruz, irmão do jogador do Santos Carlos Sánchez, defendia o Liverpool-URU e durante a final da Libertadores Sub-20, contra o São Paulo há três anos, o jogador foi expulso de campo por uma entrada forte no adversário.

Após sair de campo, no túnel para o vestiário, teria acontecido uma confusão e, no meio dessa, o jogador teria agredido um policial.

Na época, o procurador local, Emilio Fuster, abriu um boletim por "resistência a autoridade" contra ele e outros quatro companheiros: Franco González, Lautaro Valentín Espino, Nicolás Cáceres e Nicolás Laport.

Como retornaram a seu país após a partida e não voltaram ao Paraguai para responder ao processo, a justiça local considerou que o jogador "se absteve" da resposta.

"Eu ordenei a detenção. O jogador virá se declarar e a Justiça decidirá o que fazer. A ofensa é execrável e seguramente o jogador poderá disputar a partida", afirmou o procurador atual Juan Carlos Ruiz Díaz em entrevista ao canal TyC Sports nesta quarta.

A ordem de detenção foi entregue na manhã desta quarta-feira ao jogador no hotel em que estava hospedado o convocando para prestar depoimento.

Em seguida, o advogado do River Plate, Gonzalo Mayo, e o assessor do Liverpool-URU, Doctor Adrián Leiza, começaram a movimentar a defesa do jogador.

O River alega que nunca houve nenhum contato em busca do jogador, o uruguaio passou pela fronteira e entrou tranquilamente no país e questiona por que não aconteceu nenhuma procura ao atleta antes do dia de hoje, segundo repórter da ESPN FC.

"Não existe lógica alguma no que está acontecendo com o De la Cruz. A justiça paraguaia jamais comunicou o Liverpool. Eu fiz a defesa do time naquele momento e a Conmebol arquivou a causa. É incomum o que está acontecendo. Eu estive lá e nada aconteceu. Foi uma confusão entre garotos", afirmou Leiza.

De acordo com o jornal argentino Olé, De la Cruz terá que prestar depoimento a promotoria local e depois um juiz tomará uma decisão.

Não se sabe ainda se o jogador estará disponível para entrar em campo nesta quinta-feira contra o Cerro Porteño, às 19h15, pela Libertadores. Os argentinos venceram a primeira partida por 2 a 0 e já deixou a vaga bem encaminhada.