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Figueirense: Elenco volta a Santa Catarina sob aplausos, e capitão diz esperar demissões de jogadores

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Advogado afirma que jogadores do Figueirense têm respaldo legal e não poderão ser punidos (1:08)

Filipe Rino ressaltou que um atleta pode se negar a jogar se estiver sem receber por mais de dois meses (1:08)

Após o WO contra o Cuiabá na última terça-feira, pela Série B, em protesto pelos atrasos em pagamentos de salários e direitos de imagem (além do recolhimento do FGTS), o elenco do Figueirense retornou a Santa Catarina na manhã desta quarta-feira.

Os jogadores foram recebidos por um grupo de cerca de 30 torcedores, que aplaudiram os atletas e cantaram músicas de apoio.

Ainda no aeroporto, o volante Zé Antônio, capitão da equipe e porta-voz do plantel, falou com os jornalistas e afirmou que a decisão de não entrar em campo contra o Cuiabá foi tomada "com dor no coração".

"Ontem foi um dia difícil. Não foi fácil tomar a decisão que a gente tomou, tenham certeza disso. Foi com dor no coração que tomamos. A situação é muito difícil", discursou.

"As pessoas julgam, apontam o dedo, fazem retaliações, incitam violência, como alguns estão fazendo em redes sociais, mas a gente está aqui porque não tem nada para esconder de ninguém. Aqui tem homens, pais de família. Tudo que quiserem saber da minha parte é um livro aberto", salientou.

O meio-campista ainda ressaltou que espera uma demissão em massa no elenco, já que circulam notícias de que a empresa Elephant S.A., gestora do Figueirense e contra quem os atletas estão protestando, deve rescindir diversos contratos e emprestar alguns jogadores para outras equipes.

"Chegou (a notícia da possível demissão em massa) pela imprensa, por enquanto nada de concreto. Mas a gente não espera muita coisa diferente disso", lamentou Zé Antônio.

Segundo declarou Felipe Rino, advogado do plantel, à ESPN, todavia, isso não pode ocorrer, já que os jogadores estão amparados pela lei.

Há risco de o Figueira dar novo WO na próxima rodada da Série B, no sábado, às 19h (de Brasília), contra o CRB, no Orlando Scarpelli.

Segundo o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), um outro jogo com o time não entrando em campo irá resultar na exclusão do clube do campeonato – e, consequentemente, rebaixamento à Série C.