O Figueirense não entrou em campo na noite de terça-feira, para a partida contra o Cuiabá pela Série B do Campeonato Brasileiro, com os jogadores protestando contra atrasos em salários, direitos de imagem e FGTS. Claudio Honigman é um dos personagens centrais dessa história.
Honigman é o atual presidente do clube catarinense, como homem à frente da Elephant S.A., empresa que gere o futebol alvinegro desde 2017. Ele assumiu a posição em abril de 2019, com a promessa de “implantação de planejamento estratégico de longo prazo, o pagamento dos salários em dia e a equação das dívidas, incluindo trabalhistas, fiscais e com fornecedores”.
A “Elephant Participações Societárias S.A.” chegou ao Figueirense tendo Honigman apresentado como um investidor. Os sócios e diretores eram Claudio Vernalha, que presidiu o clube até ser substituído pelo xará, Antonio Sergio Bartilotti, falecido no final de 2018.
Para evitar o W.O. na Série B, os jogadores do Figueirense exigiram um compromisso do clube de quitar os valores devidos até o próximo dia 28 e, caso a promessa não fosse cumprida, a Elephant deixasse o comando do futebol do clube. A possibilidade não foi aceita pela equipe.
Antes do Figueirense, Honigman já era figura conhecida nos bastidores do futebol. Ele é antigo parceiro de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e foi sócio de Sandro Rosell, ex-dirigente do Barcelona que já cumpriu pena de prisão, como revelaram matérias da ESPN em 2010 e 2013.
Segundo Chiquinho de Assis, presidente do Conselho Deliberativo do Figueirense, em entrevista à rádio “CBN Diário”, os jogadores alvinegros tomaram a decisão de confirmar o W.O. na tentativa de forçar Honigman a renunciar. Nesta quarta, representantes do clube, sem o atual presidente da empresa que comanda o futebol, se reunirão para discutir a situação.
Há risco de o Figueirense dar novo W.O. na próxima rodada da Série B, no sábado, às 19h, contra o CRB no Orlando Scarpelli. Segundo o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), um outro jogo com o time não entrando em campo, pode gerar a exclusão do clube do campeonato – e, consequentemente, rebaixamento à Série C.
