Nem Brasil, nem Argentina, nem Uruguai. É o Chile que sonha com o tricampeonato da Copa América.
Depois de vencer o torneio pela primeira vez em 2015 e repetir o feito no ano seguinte, La Roja agora tenta ser a segunda seleção na história a conseguir três taças seguidas na história. Somente a Argentina, em 1945, 1946 e 1947, alcançou o feito.
O Brasil até chegou a conseguir quatro troféus no intervalo de cinco edições em 1997, 1999, 2004 e 2007, mas viu a Colômbia ganhar em 2001.
A estratégia na busca pelo tri reside na experiência. Afinal, trata-se do elenco mais velho do torneio, com uma média de idade de 28,65 anos, mais de um ano a mais do que o Equador, que é o segundo colocado na lista. Nada menos do que 11 dos 23 jogadores do plantel tem no mínimo 30 anos.
Sete atletas deste grupo foram titulares na decisão de 2015: Gary Medel, Mauricio Isla, Charles Aránguiz, Arturo Vidal, Jean Beausejour, Eduardo Vargas e Alexis Sánchez. Nove estiveram entre os 11 iniciais na final do ano seguinte – os sete mencionados, além de Gonzalo Jara e José Pedro Fuenzalida.
Antes das taças, o sucesso desta geração já dava indícios em 2007, quando Medel, Alexis, Vidal e Isla fizeram parte do elenco que foi terceiro colocado no Mundial sub-20. Ou seja, a geração promissora confirmou ser de ouro.
Se o elenco foi mantido apesar do envelhecimento, o mesmo não pode se dizer do comando técnico.
Primeiramente, o time foi campeão inédito com o argentino Jorge Sampaoli; na sequência, defendeu o título com sucesso com o argentino/espanhol Juan Antonio Pizzi; agora, o comando é do colombiano Reinaldo Rueda, que está no cargo desde o começo de 2018, após o país ter falhado em se classificar à última Copa do Mundo.
Para sonhar com a façanha do tri, primeiramente, o time chileno precisa derrotar o Peru na semifinal. A partida ocorre nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
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