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Copa América: Uruguai faz valer mística em um Maracanã 'vermelho', derrota Chile e avança como 1º do grupo

Um gol a pouco mais de dez minutos do fim acabou mudando as posições de Uruguai e Chile no Grupo C da Copa América, nesta segunda-feira. O atacante Cavani marcou de cabeça o tento que decretou a vitória sobre os chilenos por 1 a 0, no Maracanã, no Rio de Janeiro, e deixou a Celeste na primeira colocação da chave.

A pontuação ficou 7 a 6, o que deu outra vantagem para o Uruguai.

Terá mais dias para recuperar e treinar antes das quartas. Volta a campo somente no próximo sábado, quando jogará com o Peru, na Fonte Nova, em Salvador. O Chile entrará em campo na sexta contra a Colômbia, na Areno Corinthians, em São Paulo.

Ou seja, tudo que o técnico Reinaldo Rueda não queria para a Roja.

Na véspera da partida ele tinha dito que a liderança do grupo era importante estrategicamente. Primeiro para ter mais dias disponíveis para trabalhar. Segundo para fugir dos colombianos, únicos com 100% de aproveitamento no torneio.

Os chilenos poderiam ter aproveitado a atmosfera do Maracanã nem que fosse para a empatar. O estádio estava tingido de vermelho pelo público nas arquibancadas, com maioria dos torcedores de la Roja. Aliás, a partida registrou o maior público desta Copa América.

Foram 57.442, dos quais 49.275 pagantes. Brasil x Bolívia, partida que abriu o torneio, teve 46.342, no Morumbi, em São Paulo.

No final, o que se viu foram os uruguaios resgatando a mística Celeste. Isto é, superar adversidades, no caso a maioria contra eles no estádio, enfrentando um time mais ajustado e tendo a colocação inferior no grupo.

Vale lembrar que o palco desta noite foi o mesmo onde a seleção ganhou a Copa do Mundo de 1950, numa decisão contra o Brasil e com vitória de virada por 2 a 1. Tudo isso foi lembrando pelos torcedores com cantos de "Celeste yo soy" ao final do duelo.

MUDANÇAS

No jogo desta segunda-feira, Reinaldo Rueda poupou quatro jogadores no jogo. Os laterais Isla e Beausejour, o volante Arturo Vidal e meia Fuenzalida. Mas escalou o atacante Alexis Sánchez, que chegou a ter a escalação colocada sob suspeita por causa de uma pancada no tornozelo sofrida contra o Equador.

Do outro lado, Óscar Tabárez teve de poupar dois nomes por não estarem em condições ideias. Foram os casos de Laxalt e Torreira. Ainda assim, qualquer um que analise a escalação titular uruguaia vê a formação mais forte possível.

INVASÃO DE CAMPO

Aos 28 do segundo tempo, aconteceu o lance mais inusitado e divertido do Maracanã.

Um torcedor fantasiado invadiu o gramado. Conseguiu escapar dos seguranças correndo muito rápido, mas acabou levando uma rasteira de Jara, do Chile. Caiu no chão e arrancou risos e gargalhadas dos presentes no estádio.

Em seguida, foi retirado pela segurança.

TOQUE E LANÇAMENTOS

O primeiro tempo nem foi tão tenso como chegou a se cogitar. As estratégias de jogo variavam, embora quase durante todos os 45 minutos foi possível observar os chilenos tocando bola em direção ao gol e os uruguaios buscando a ligação por meio de lançamentos ou jogadas pelas laterais.

As poucas chegadas ao gol envolveram Aránguiz e Sánchez, pelo lado do Chile, e Cavani e Suárez, pelo Uruguai. Nada que tenha exigido muito de Arias ou Muslera.

FALTAS, POLÊMICA E GOL

A etapa final teve um ritmo um pouco mais acelerado, com mais finalizações ao gol de ambas as partes. Também mais faltas.

Teve até polêmica. Os chilenos chegaram a pedir pênalti após a bola tocar na mão de Godín, aos 9 minutos. O árbitro Raphael Claus ignorou. Nem o VAR (árbitro de vídeo) pediu para consultar. A torcida nas arquibancadas reagiu, com uma sonora vaia ao juiz.

Aos 23, quase o Maracanã gritou gol. Após cabeçada do chileno Díaz em uma saída errada de Muslera, Gímenez salvou em cima da linha com outra cabeçada.

Quem acabou comemorando gol mesmo foram os uruguaios, aos 36. Cavani recebeu cruzamento de Rodríguez e finalizou de cabeça no canto direito.

FICHA TÉCNICA

CHILE 0 X 1 URUGUAI
COPA AMÉRICA 2019 - GRUPO C- 3ª RODADA
DATA:
segunda-feira, 24 de junho de 2019
HORÁRIO: 20h (de Brasília)
LOCAL: estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
PÚBLICO: 57.442 presentes (49.275 pagantes + 8.167 não pagantes)
RENDA: R$ 11.749.970,00
ÁRBITRO: Raphael Claus (BRA)
ASSISTENTES: Marcelo Carvalho Van Gasse (BRA) e Kleber Lucio Gil (BRA)
GOL: Cavani (URU), aos 36 minutos do 2º tempo
CARTÃO AMARELO: Giovanni González (URU)

CHILE: Arias; Paulo Díaz, Medel (Lichnovsky), Jara (Castillo) e Maripán; Opazo, Pedro Pablo Hernádez, Pulgar e Aránguiz; Vargas (Junior Fernandez) e Alexis Sánchez. Técnico: Reinaldo Rueda

URUGUAI: Muslera; Cáceres, Giménez, Godín e Giovanni González; Valverde (Coates), Bentancur, Arrascaeta (Jonanthan Rodríguez)) e Lodeiro (Nández); Luis Suárez e Cavani. Técnico: Óscar Tabárez