A troca de capitão da seleção brasileira na Copa América não foi uma punição a Neymar. Ao menos é assim que entende o preparador de goleiro Taffarel, membro da comissão técnica de Tite, que não vê pano de fundo disciplinar na opção por Daniel Alves com a braçadeira.
“A faixa de capitão, sinceramente, é obrigatória. Alguém tem que botar. Depois, o Tite vai ver. Essas coisas não são muito comigo. Não participo de todas as reuniões, acabo ficando fora de algumas, mas, com o Tite, não tem motivo de punição”, disse o ex-goleiro da seleção.
Inicialmente, Tite implantou na seleção o rodízio de capitães, algo que durou até a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Depois do Mundial, Neymar foi fixado na função, em tentativa da comissão dar mais responsabilidades ao astro. Agora, porém, Daniel Alves assume o posto.
A braçadeira gerou questionamentos, principalmente, depois que Neymar agrediu um torcedor, depois do vice-campeonato do PSG na Copa da França. Na mesma ocasião, ele também criticou publicamente companheiros, sendo desaprovado por Thomas Tuchel no PSG.
Para Taffarel, na seleção, a opção por qual jogador será o responsável por vestir a braçadeira de capitão tem pouca importância, apesar do cuidado de Tite com as escolhas.
“É deixar o jogador bem à vontade. Tem jogadores que gostam, outros não. Certa vez, Tite ia dar (a braçadeira) para o Alisson e me perguntou: ‘Pode pesar?’ Pô, peso nenhum. Cara experiente, dá ou não dar não tem peso. É uma coisa muito pequena dentro do que a gente prepara para a Copa América”, complementou o preparador de goleiros.
Na Granja Comary, em Teresópolis, Taffarel ainda não conta com Alisson à disposição para os treinamentos, já que o goleiro ainda disputa a final da Champions League com o Liverpool, no sábado. Cássio também ainda não se apresentou, seguindo no Corinthians até a próxima terça-feira, quando faz o jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Flamengo.
Ao falar do nível do trio da seleção, Taffarel colocou Alisson e Ederson entre os melhores do mundo na posição, mas também elogiou o corintiano.
“O parâmetro é mais lá. Não quer dizer que o Cássio não seja esse grande goleiro. A gente reconhece o Cássio aqui como o melhor goleiro do futebol brasileiro. Lógico, se tivesse lá fora, seria um parâmetro melhor. Mas temos três grandes goleiros.”
