Após o empate por 1 a 1 do Palmeiras na última quarta-feira, em Maceió, o atacante Deyverson se irritou pelo fato dos jogadores do CSA terem comemorado a igualdade no Rei Pelé e disparou ironias ao fim da partida.
"Fomos superiores, respeitando o CSA, que jogou em casa com o apoio da sua torcida. Não sei o que eles estão comemorando. Foi empate, um ponto para cada. A obrigação de ganhar era deles", afirmou o camisa 16.
Ao menos pelo aspecto financeiro, porém, a equipe alagoana tem que comemorar (e muito) o resultado contra o Verdão.
Afinal de contas, existe atualmente um verdadeiro "abismo" financeiro entre CSA e Palmeiras atualmente.
Contrariando a Lei Pelé e as determinações do Profut, o clube de Maceió não publica seus balanços financeiros. No entanto, em assembleia geral realizada em 28 de dezembro do ano passado, a diretoria da equipe previu uma arrecadação total de R$ 40 milhões para 2019, somando patrocínio, bilheteria, sócio-torcedor, vendas de produtos, direitos de TV e as cotas de participação em competições.
O Palmeiras, por outro lado, trabalha com uma receita estimada de R$ 561 milhões para esta temporada.
Ou seja: 14 vezes mais que o rival do Nordeste.
E vale lembrar ainda que na previsão orçamentária do Verdão não entram os direitos de TV aberta e pay per view, já que o clube paulista não chegou a um acordo com a TV Globo.
Caso feche, a receita de 2019 aumentará e poderá ficar próxima, ou até mesmo ultrapassar, o excelente número de 2018, quando os alviverdes fecharam a temporada com arrecadação de R$ 688,572 milhões, maior valor da história da agremiação.
Com o placar de quarta-feira, o time de Luiz Felipe Scolari foi a 4 pontos no Brasileiro.
Já os alagoanos somam seu 1º na competição.
Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Internacional, em jogaço marcado para sábado, às 19h (de Brasília), no Allianz Parque.
No dia seguinte, às 16h, o CSA joga novamente no Rei Pelé, desta vez contra o Santos.
