O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, na noite de segunda-feira, contrato de patrocínio com o Banco BS2. Em acordo válido até o fim de 2020, o clube terá a garantia de R$ 15 milhões por ano, mas projeta ganhar bem mais com variáveis no contrato.
O problema é que, considerando as finanças do novo patrocinador em 2018, a meta de R$ 30 milhões estipulada pelo Flamengo parece bastante ousada.
Em seu resultado financeiro mais recente, o BS2 teve lucro que foi apenas um pouco superior a essa cifra, R$ 35,56 milhões. É menos, inclusive, que o superávit que o próprio Flamengo registrou em 2018, R$ 45,88 milhões – em 2017, havia sido R$ 159 milhões.
O próprio faturamento do banco é bastante inferior ao rubro-negro. As receitas da empresa no último ano foram de R$ 248,44 milhões, enquanto o Flamengo viu entrar em seus cofres mais que o dobro disso, R$ 516,78 milhões.
Internamente, houve debate sobre a possibilidade de o Flamengo atingir R$ 30 milhões com o contrato. Na Gávea, o reajuste foi classificado como “tarefa hercúlea”.
Entre os bônus previstos, o clube receberá R$ 10 a cada novo correntista com teto em um milhão de novos clientes. Acima disso, o acordo prevê pagamento direto de mais R$ 10 milhões ao Flamengo.
Para 2019, como o contrato terá início em abril, o valor será proporcional, ou seja, chegará a cerca de R$ 11,2 milhões. As variáveis, porém, podem aumentar a cifra já neste ano.
É provável que, em maio, clube e banco lancem uma plataforma conjunta. 50% da receita gerada com os novos produtos desta plataforma iria para os cofres rubro-negros.
O valor fixo a ser recebido pelo clube é inferior aos R$ 25 milhões firmados com a Caixa Econômica Federal, que se encerrou no ano passado. O acordo não foi renovado por determinação do Governo Federal, que foi válida também par outros clubes.
Atualmente, o Flamengo conta com outros três patrocínios além do Banco BS2. A MRV ocupa a parte superior das costas e foi renovado neste ano, por R$ 20 milhões até o fim de 2020. A Universidade do Brasil ocupa a parte frontal, na omoplata, e paga valor próximo de R$ 4 milhões.
Por fim, a empresa Multimarcas banca outros R$ 6 milhões com a barra de trás da camisa. Com a aprovação do Conselho Deliberativo, o Flamengo já deve entrar em campo contra o Peñarol, nesta quarta-feira, pela Libertadores, com a nova marca na parte frontal da camisa.
