Em votação na Gávea, na noite desta segunda-feira, o Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou por ampla maioria o contrato de patrocínio com o Banco BS2. O acordo será válido até o fim de 2020 e o banco desembolsará uma base de R$ 15 milhões em cada ano.
Como em 2019 o contrato terá início em abril, o valor será proporcional, ou seja, chegará a cerca de R$ 11,2 milhões. Com variáveis no contrato, o valor pode aumentar.
A diretoria do clube, em nota divulgada há alguns dias, estimou valor mínimo em R$ 30 milhões por ano com estas variáveis. Internamente houve debate sobre essa possibilidade. Na Gávea, as informações classificaram nesta segunda como “tarefa hercúlea” o reajuste.
O Banco BS2 teria, até setembro de 2018, cerca de 18 mil correntistas. O negócio só seria mais favorável ao Flamengo, acima do montante fixo, caso o número de correntistas do banco seja de aproximadamente meio milhão. O clube receberá R$ 10 a cada novo correntista com teto em um milhão de novos clientes. Acima disso, o acordo prevê um pagamento direto de mais R$ 10 milhões ao Flamengo.
Além disso, a multa rescisória para ambos os lados será de R$ 2 milhões. O Banco BS2 tem em sua logomarca as cores azul e branco, mas só será estampada em preto ou branco na camisa rubro-negra, o que agradou a diretoria.
É provável que, em maio, clube e banco lancem uma plataforma conjunta. 50% da receita gerada com os novos produtos desta plataforma iria para os cofres rubro-negros. Durante a reunião houve o argumento de que a tragédia no Ninho do Urubu impediu a negociação, iminente, de um contrato mais vantajoso com outra marca. O vice geral do clube, Rodrigo Dunshee, classificou o acordo como “um milagre”.
O valor fixo a ser recebido pelo clube é inferior aos R$ 25 milhões firmados com a Caixa Econômica Federal, que se encerrou no ano passado. O acordo não foi renovado por determinação do Governo Federal, que foi válida também par outros clubes.
Atualmente, o Flamengo conta com outros três patrocínios além do Banco BS2. A MRV ocupa a parte superior das costas e foi renovado neste ano, por R$ 20 milhões até o fim de 2020. A Universidade do Brasil ocupa a parte frontal, na omoplata, e paga valor próximo de R$ 4 milhões.
Por fim, a empresa Multimarcas banca outros R$ 6 milhões com a barra de trás da camisa. Com a aprovação do Conselho Deliberativo, o Flamengo já deve entrar em campo contra o Peñarol, nesta quarta-feira, pela Libertadores, com a nova marca na parte frontal da camisa.
