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Desde os 10 anos no São Paulo, Igor Gomes faz muitos lembrarem Kaká e já havia encantado Dorival e Aguirre

Destaque na vitória do São Paulo sobre o Ituano por 2 a 1, o meia Igor Gomes, 20, teve uma tarde de domingo para nunca mais esquecer. Fez os dois primeiros gols dele como profissional e justamente no Morumbi, palco onde tentou (e muito) pela base e jamais conseguiu. Mas há muito mais sobre o jovem tricolor do que esta história.

Igor Gomes é natural de São José do Rio Preto e chegou ao São Paulo com apenas dez anos após se destacar na equipe de futsal do Palestra. Também jogava pelo time da mesma modalidade no Colégio Pollicare.

Foi então que o técnico Alex Rocha, conhecido na cidade por ter treinado Luan, do Grêmio, o levou para o São Paulo.

Igor Gomes tinha apenas 9 anos e a legislação não permitia que ele ficasse morando no centro de treinamento de Cotia, onde a base do São Paulo treina e se aloja, além de disputar campeonatos. Mesmo assim assinou um termo e já ficou vinculado ao clube que transformou totalmente sua vida, a dos pais e da irmã.

Naquele início, foram várias indas e vindas, inclusive jogando por outras equipes, como a base do América e o Tanabi, ambos da cidade de São José do Rio Preto. Mas o destino era mesmo em São Paulo e no São Paulo.

Com 12 anos, passou a morar no alojamento de Cotia. Aprendeu a viver longe da família, mas foi lapidado por diferentes técnicos, inclusive André Jardine, que acabou desligado do cargo de treinador profissional em fevereiro.

Igor Gomes sempre foi visto como um meia arrojado, técnico e com boa finalização. Muitos no Morumbi o comparam a Kaká, último brasileiro a ter sido eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Também a quem diga que a semelhança física e muito grande, o que aumenta as comparações e o cuidado do jovem.

“O Kaká tem a história dele, eu quero escrever a minha. Claro que sempre terão comparações, mas eu quero fazer a minha história”, disse Igor Gomes há dois anos em entrevista para o site "A Gazeta Esportiva".

Na base, o currículo de Igor Gomes é até melhor do que o de Kaká. Ele conquistou sete títulos, entre os quais uma Copa do Brasil sub-20 e uma Taça BH, competição quase tão tradicional quanto a Copa São Paulo de futebol júnior.

Ano passado, o meia já havia chamado a atenção de Dorival Júnior, que cogitou integrá-lo ao profissional. Isso acabou ocorrendo já no comando de Diego Aguirre, que viu um garoto bem avançado para a idade.

Antes, o São Paulo decidiu se proteger. Renovou o contrato do garoto em outubro. Do término em 2019, o novo vínculo foi ampliado até 31 de março de 2023.

Agora, diante de tanta expectativa gerada, a diretoria e a comissão técnica do São Paulo tentam segurar o menino. Ele será "blidado", por exemplo não sendo liberado para entrevistas exclusivas e participação em programas de TV.

A ideia é não deixar ele perder o foco e seguir trabalhando firme no elenco tricolor.

Quarta-feira o São Paulo vai precisar dele novamente. É a data do novo duelo contra o Ituano, dessa vez em Itu, às 19h15 (de Brasília), valendo vaga na semifinal do Paulistão. Um empate basta ao time tricolor.