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Mãe de Daniel presta depoimento pela morte do filho e revela ligação de acusado pelo crime: 'Foi de uma frieza desumana'

Um dos crimes mais bárbaros dos últimos tempos finalmente está tendo um desfecho. Nesta terça-feira, Eliana Correa, mãe de Daniel, ex-jogador de futebol que foi assassinado após uma festa no Paraná, prestou seu depoimento sobre o caso.

Eliana ficou cara a cara com Edison Brittes Junior, conhecido como Juninho Riqueza, réu confesso pela morte de Daniel e revelou que horas antes do crime ter sido confirmado, recebeu uma ligação de Edison. "Ele me ligou oferecendo ajuda. Foi de uma frieza desumana", disse ela, em depoimento.

Antes de entrar para depor, ela conversou com os jornalistas e mostrou estar ansiosa em encontrar os sete réus do caso. "Por que não me encarar? Eu sou mãe dele. Não vou falar coisas ofensivas, não preciso disso. Eles já sabem o que são. Eles são monstros, não são pessoas normais, e não podem viver no convívio com pessoas de bem", opinou Eliana.

O depoimento da mãe de Daniel foi realizado no segundo dia de audiências de instrução do processo sobre a morte do atleta.

Além dela, outras oito pessoas devem ser ouvidas pela juíza Luciani Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Quatro delas são parentes de Daniel.

O objetivo de ouvir os familiares do jogador é traçar um perfil de Daniel, morto no dia 27 de outubro após a festa de aniversário de Alana Brittes.

RELEMBRE O CASO

O jogador Daniel Correa foi morto no dia 27 de outubro de 2018 depois de participar das comemorações pelo aniversário de 18 anos de Allana. A festa começou em uma casa noturna, em Curitiba, e se estendeu à casa da família Brittes, em São José dos Pinhais.

Daniel foi degolado e teve o pênis cortado. Edison Brittes Júnior, pai de Allana, confessou o crime. No carro que levou o jogador para ser morto ainda estavam David Vollero, Ygor King e Eduardo da Silva, também presos acusados de participação no homicídio.

A defesa de Edison afirma que Daniel tentou estuprar Cristiana, sua esposa, e defende que o réu matou o jogador para defender a mulher. Segundo a investigação, Daniel tirou fotos ao lado de Cristiana, no quarto do casal, antes do crime.

De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, não houve tentativa de estupro.