A premiação anual da Confederação Africana de Futebol chegou em sua 27ª edição. O Rei e a Rainha do futebol africano foram premiados em uma cerimônia que pela primeira vez em aconteceu em Dakar, capital do Senegal.
Embora o prêmio para Melhor Jogador Africano exista desde 1992, para as mulheres ele passou a existir apenas em 2001, sendo que as edições de 2009 e 2013 não houveram premiadas. A primeira vencedora da história foi Mercy Akide, da Nigéria, que esteve na seleção nigeriana nas Olimpíadas de 2000 e 2004. A meio-campista foi nomeada pela FIFA em 2005 como uma das 15 embaixadoras do futebol feminino no mundo.
A Nigéria domina a premiação, tendo vencido 10 das 16 edições, inclusive as duas últimas edições. Mas esse ano, uma surpresa: a vencedora veio da África do Sul. As três finalistas foram as nigerianas Francisca Ordega (Atlético de Madrid – Espanha) e Asisat Oshoala (Dalian Quanjian – China) e a sul-africana Thembi Kgatlana (Houston Dash – Estados Unidos).
A atacante Thembi Kgatlana foi artilheira isolada do Torneio das Nações Africanas no ano passado, tendo marcado cinco gols e, com isso, sendo também eleita a melhor jogadora do campeonato, tendo ajudado o time a conquistar o vice-campeonato. Também em 2018, ela foi a melhor jogadora da Cyprus Cup.
Atualmente, a jogadora de 22 anos defende o clube americano Houston Dash, do Texas. Na seleção sul-africana, ela esteve presente nos Jogos Olímpicos Rio-2016 e ela foi apenas a segunda jogadora do país a vencer como melhor do país, após Noko Matlou ter levado o prêmio em 2008.
Comandante da seleção sul-africana, Desiree Elis foi eleita a técnica do ano na premiação. Mas a África do Sul foi batida pela Nigéria como melhor seleção do ano.
