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Léo diz por que ficou no Cruzeiro após receber oferta de clube mexicano: 'Identificação e carinho'

Um dos jogadores mais identificados com o Cruzeiro, Léo recebeu uma proposta do futebol mexicano de 3 milhões de dólares (R$12 milhões) em novembro deste ano. O o vice-presidente de futebol Itair Machado garantiu em entrevistas que só liberaria o defensor por uma oferta que fosse "acima de 8 milhões de dólares" e renovou o vínculo do zagueiro até 2022.

Desde que chegou à Toca da Raposa, em 2010, o defensor de 30 anos venceu dois Campeonatos Brasileiros (2013 e 2014), foi bicampeão da Copa do Brasil (2017 e 2018) e faturou três vezes o Campeonato Mineiro (2011, 2014 e 2018).

“Já são oito anos que estou no Cruzeiro, já recebi algumas propostas de clubes de fora. Em algumas oportunidades, como essa do México, eu decidi ficar no clube. Por identificação, carinho e espaço que temos no Cruzeiro. Também teve a possibilidade do Cruzeiro prorrogar meu contrato. Me sinto feliz e em casa no Cruzeiro, não teria nenhuma razão para sair neste momento”, garantiu o defensor, ao ESPN.com.br.

Em oito temporadas, são 332 jogos e 19 gols com a camisa celeste. Ele já havia recusado outras ofertas de clubes mexicanos em 2014. “Precisa pensar bem e analisar muitas coisas quando vai para fora do país e precisa pesar muito na balança”, ponderou.

Além das duas conquistas, esta foi a temporada no qual Léo fez o maior número de partidas na carreira: 57.

“Dentro de campo foi um ano excelente e de uma regularidade muito grande. Faturamos um Mineiro e um bicampeonato inédito da Copa do Brasil. Algo que nenhum time do Brasil tinha alcançado isso, foi muito especial. Foi um ano de muitos jogos decisivos. O jogo da final contra o Corinthians lá em Itaquera foi o mais especial. Teve a adrenalina, a preparação e os momentos de tensão antes da partida. Isso nos marca muito. Levantamos a taça e comemoramos”, relatou.

Léo acredita que o Cruzeiro é um time com vocação especial para as competições de mata-mata. O único torneio neste formato no qual o time mineiro foi eliminado neste ano foi na Libertadores da América, quando caiu para o Boca Juniors.

“Isso mostra cada vez mais a nossa força. Somos os maiores vencedores da Copa do Brasil, somos um clube extremamente copeiro. É um clube com muita tradição e com muitos títulos como a Libertadores. Isso credencia o Cruzeiro a ser assim”, relatou.

Ao lado de Dedé, ele formou uma dupla de zaga sólida e ajudou o Cruzeiro a levar apenas 55 gols em 72 jogos em toda temporada.

“É uma parceria muito bacana, pude acompanhar ele desde quando chegou. Jogamos alguns jogos no bicampeonato brasileiro e conhecíamos as características um do outro. Depois, ele passou pela lesão e deu a volta por cima. Conversávamos muito nessa época. Temos esse entrosamento dentro e fora de campo, isso acaba facilitando muitas coisas nos jogos. Nós sabemos a forma como cada um age. Isso ajuda para que tudo continue fluindo e possamos fazer um bom trabalho”, finalizou.