A Copa do Brasil chegou ao fim e conheceu seu campeão na noite dessa quarta-feira. Em plena Arena Corinthians, o Cruzeiro faturou o jogo, a taça e a premiação financeira, com quantia recorde na história da competição. Mas o que fazer com tanto dinheiro?
O Cruzeiro venceu o Corinthians duas vezes – na ida, no Mineirão, em Belo Horizonte, por 1 a 0, e na volta, em Itaquera, por 2 a 1. Duas vitórias convincentes que encheram os cofres do clube mineiro. Ao todo, foram R$ 61,9 milhões em premiação durante a campanha.
A presença nas oitavas de final rendeu R$ 2,4 milhões. Ao eliminar o Atlético-PR e avançar às quartas, recebeu mais R$ 3 milhões. Passou pelo Santos para chegar à semifinal, onde a participação, que causou a eliminação do Palmeiras, rendeu ao time de Mano Menezes mais R$ 6,5 milhões. A disputa da final e o título, no valor de R$ 50 milhões, por fim, fecharam a conta.
Agora, o clube pode escolher o que fazer com esta receita.
Investir no elenco? Contratar um nome de peso?
Vamos pensar no futuro, mais precisamente na temporada de 2019. O Cruzeiro já tem vaga garantida na fase de grupos da Copa Libertadores da América, competição de maior peso no ano. Depois de ter sido eliminado nas quartas de final pelo Boca Juniors, em casa, na atual edição, reforçar o elenco para o ano que vem é algo fundamental.
A última vez em que ergueu a taça da Libertadores foi em 1997, e neste século a equipe celeste ainda não venceu um torneio internacional – o último, a Recopa Sul-Americana, foi em 1998. Trazer um jogador de renome também é algo a se pensar. Se esta for a ideia, existem algumas opções no mercado.
Robinho, que hoje está na Turquia, com 34 anos, tem contrato com o Sivasspor até junho de 2019. O experiente atacante ainda não indicou o que pretende fazer no futuro. Outro exemplo de referência técnica e de liderança é Diego, 33 anos. O jogador, hoje no Flamengo, tem contrato com o time rubro-negro até dia 31 de julho de 2019, e o clube ainda não sinalizou se pretende renovar.
O argentino Carlos Tévez, também com 34 anos, tem contrato com o Boca até o final do ano que vem e, apesar de já ter revelado planos de aposentadoria, pode ser um reforço de peso.
Quitar dívidas?
Uma opção responsável seria utilizar os cofres recheados para quitar as dívidas. Segundo um relatório feito pela consultoria BDO em maio deste ano, após os clubes brasileiros divulgarem os balanços de 2017, o Cruzeiro fechou o ano passado com R$ 344,3 mil de receita total: houve crescimento de 44% em relação a 2016. Em contrapartida, fechou o ano passado com endividamento líquido de R$ 313,6 – também melhor em relação a 2016, diminuindo a dívida em 14%.
Investir no futebol feminino?
Outro direcionamento interessante e necessário é o investimento em futebol feminino. Conforme consta no Manual do Licenciamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ter uma equipe feminina será requisito para qualquer clube do futebol brasileiro disputar torneios organizados pela Conmebol a partir de 2019. O Cruzeiro ainda não dispõe da modalidade e precisa agilizar essa montagem, o que inclui gastos com salários para atletas, comissão técnica, materiais esportivos, busca por patrocinadores específicos, além de infraestrutura.
Melhorar a estrutura?
Por falar nisso, gastar com melhorias na estrutura do clube não deixa de ser uma direção. Ademais, como centro de treinamentos e comissão, possivelmente o clube precisará de investimentos em espaços e equipamentos para a equipe feminina.
Nunca nenhum time arrecadou tanto numa Copa do Brasil quanto o Cruzeiro em 2018. Mesmo no ano passado, quando também foi campeão, o clube mineiro recebeu R$ 6 milhões pelo título, além de outros R$ 6,8 milhões nas fases anteriores, totalizando R$ 12,8 milhões em premiação.
E você, em que acha que o Cruzeiro deve investir?
