Wahbi Khazri foi o grande herói da Tunísia, que voltou a vencer uma partida de Copa do Mundo após 40 anos. Ele marcou o gol da virada tunisiana no triunfo por 2 a 1 sobre o Panamá, nesta quinta-feira.
Quem o vê fazer um gesto de coração na foto abaixo pode não desconfiar, mas o camisa 10 e capitão da seleção africana é um cara explosivo.
Contratado por 9 milhões de libras (cerca de R$ 51 milhões) pelo Sunderland, em 2016, o atacante tem um histórico de problemas com treinadores, jogadores adversários e até mesmo com o presidente da federação de futebol de seu país.
Nascido na França, o atacante de 27 anos começou no futebol nas escolinhas do Ajaccio, um clube amador, antes de chegar ao Bastia, no qual se profissionalizou.
Por causa do enorme talento, o jovem atuou pelas seleções de base da França, mas em 2007 passou a defender também Tunísia. O jogador só optou dez vez pelo país africano em 2012, alegando ser uma "escolha do coração" por causa do amor por seu pai, que é tunisiano.
Contratado pelo Bordeaux, Wahbi Khazr se destacou por duas duas temporadas antes de chegar ao Sunderland, da Inglaterra, em 2017.
Ele não conseguiu emplacar na Terra da Rainha e ainda teve problemas de relacionamento com o treinador David Moyes. Saiu vaiado pela torcida inglesa, que viu seu time terminar na lanterna da temporada 2016/2017.
"Ele [Moyes] não confia em mim", disse Khazri ao L'Equipe no início deste ano. “Eu não estava em seus planos, mas o fato de termos terminado com 24 pontos fala sobre ele. Ele simplesmente não gostou do meu estilo de jogo. Não estou dizendo que teria mudado o clube por conta própria, mas poderia ter ajudado o time”, reclamou.
O jogador foi emprestado logo em seguida ao Rennes, da França, no qual reencontrou o bom futebol. Nesta Copa do Mundo, ele marcou um gol na derrota por 5 a 2 para a Bélgica.
Brigas
A lista de confusões de Wahbi Khazri não é pequena. Em 2016, foi expulso em um amistoso depois de acertar um soco no zagueiro Moustapha Diaw, de 19 anos, da Mauritânia.
Durante a Copa Africana de Nações, ele arrumou confusão com Henry Kasperczak, técnico da seleção tunisiana, que o substituiu nas quartas de final contra Burkina Faso. Ele saiu quando o jogo estava 0 a 0 e se recusou a cumprimentar o treinador. A Tunísia acabou eliminada e o jogador não esperou o restante da equipe e deixou o Gabão por conta própria.
Como se não bastasse, ainda brigou com o presidente da federação tunisiana de futebol, irritado com o comportamento do atacante.
Antes da Copa do Mundo de 2018, o atacante acertou um chute desleal no zagueiro Kendall Waston, da Costa Rica, e quase foi expulso. Para sua sorte, o árbitro só aplicou cartão amarelo.
