Henrique Dourado, o "Ceifador", vem fazendo bastante sucesso no futebol nos últimos anos.
Em 2014, foi um dos responsáveis por salvar o Palmeiras da queda no ano do centenário com gols decisivos. Depois, em Portugal, fez sucesso entre 2015 e 2016 pelo Vitória de Guimarães-POR, ganhando o apelido de "Degolador" em Portugal.
Já no ano passado, pelo Fluminense, foi um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro, ao lado do corintiano Jô, com 18 gols na competição e um impressionante aproveitamento de 100% nos pênaltis.
Durante boa parte deste período, porém, o clube que era o verdadeiro dono de seus direitos jamais chegou a usufruir dos gols a rodo do matador.
Trata-se do Mirassol, equipe do interior de São Paulo que, entre o final de 2012 e julho de 2016, teve os direitos federativos do "Ceifador", mas jamais chegou a colocá-lo em campo em uma partida oficial.
"Nós o contratamos com a intenção de que ele jogasse. Ele treinou por duas semanas, mas aí surgiu uma oportunidade melhor e em comum acordo nós permitimos que ele fosse emprestado", contou Edson Ermenegildo, presidente do Mirassol desde 1994, em entrevista ao ESPN.com.br.
"Desde então, ele chamou a atenção dos grandes clubes, passou por Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Fluminense... E o Mirassol sempre teve participação em todos os negócios", complementou o dirigente.
Os valores de cada transferência temporária, no entanto, não foram revelados.
O cartola confirmou que Henrique jamais chegou a entrar em campo pelo "Leão da Alta Arararaquarense", já que foi emprestado em sequência para grandes times do Brasil e também para o futebol estrangeiro ao longo de três anos.
Neste período, a cada negociação ocorrida, as tratativas tinham que ser feitas diretamente com o time do interior paulista, que possuía tanto os direitos federativos quanto econômicos do atacante.
Confira a rota:
Dourado só deixou de pertencer ao Mirassol em julho de 2016, quando foi comprado pelo Fluminense.
Na ocasião, o time das Laranjeiras arrematou em definitivo os direitos federativos do atleta, o que o transformou em jogador 100% tricolor, sem mais vínculo esportivo com o clube do interior paulista.
O Mirassol, porém, manteve 50% dos direitos econômicos do artilheiro, e ganhou dinheiro a cada empréstimo realizado para outros times nos últimos três anos.
"Hoje, os direitos federativos são do Flu, nós não temos mais contrato com ele. Antes, eram apenas empréstimos, mas para o Fluminense ele foi de maneira definitiva", ressaltou Edson Ermenegildo.
Portanto, com a venda do "Ceifador" para o Flamengo por R$ 12 milhões, o Mirassol receberá uma boa parte desta "bolada" - o time rubro-negro comprou 75% dos direitos do atleta.
Ou seja: mesmo com Henrique nunca tido vestido a camisa amarela uma vez sequer, o clube paulista segue faturando com seu futebol até hoje.
O artilheiro do último Brasileiro assinou contrato por quatro anos com o clube da Gávea. Ele chega para assumir o comando de ataque rubro-negro na ausência de Paolo Guerrero, suspenso por doping.
Felipe Vizeu, outra opção para o ataque, está sendo negociado com a Udinese-ITA.
