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Veja o salário 'faraônico' da China que Dudu recusou, e quanto Palmeiras ganharia na venda

Na última terça-feira, o atacante Dudu recusou uma oferta do Changchun Yatai, da China, e anunciou sua permanência no Palmeiras.

Ao dar seu "não" aos asiáticos, o capitão alviverde também abriu mão de um salário "faraônico" que receberia na equipe chinesa, que é propriedade de um gigantesco grupo que atua na fabricação de cimento e na construção civil, mas também tem negócios nas áreas de finanças, mineração de carvão e no ramo farmacêutico.

Se tivesse acenado positivamente à proposta do Changchun, Dudu passaria a receber um salário anual de 4 milhões de euros (praticamente R$ 16 milhões, na cotação atual).

Isso daria cerca de R$ 1,33 milhão por mês só em vencimentos, sem contar outros tipos de bônus que também faturaria no rico clube asiático já na assinatura do contrato.

Ou seja: o atacante praticamente quadruplicaria seus ganhos.

Atualmente, ele recebe aproximadamente R$ 350 mil por mês no Palestra Itália, o que totaliza R$ 4,2 milhões na temporada - isso, é claro, sem contar os bônus e extras que todo atleta fatura em um grande clube.

Segundo o camisa 7, porém, dinheiro não é tudo na vida...

"A gente sabia que eu ia ganhar muito dinheiro lá, mas aqui eu tenho um bom salário, estou feliz com ele. Eu sou muito novo, tenho 26 anos ainda. Eu agradeci o pessoal da China, é a quarta vez que tentam me levar para lá. Mas falei que não ia dar porque ainda tenho objetivos no Palmeiras", ressaltou.

Segundo Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN, Dudu não ganhará aumento do Palmeiras neste momento, já que teve seu salário reajustado em fevereiro do ano passado, quando renovou seu vínculo com o clube até 2020.

O capitão é dono do maior salário do elenco em valor bruto, sem contar luvas - se forem incluídos bônus, atletas como o volante Felipe Melo e o meia Lucas Lima ultrapassarm o atacante.

O atleta, porém, deve receber algum tipo de bônus da patrocinadora Crefisa como agradecimento pela decisão de ficar.

Em sua coletiva da última terça, inclusive, ele fez questão de agradecer a dona da operadora financeira, Leila Pereira, que estava presente.

"Era muito dinheiro, né? A maioria dos jogadores vai para a China ganhando muito. Mas, como eu falo, aqui estou muito feliz. [...] Eu agradeço muito à torcida, ao Mattos, ao presidente (Maurício Galiotte) e ao pessoal da Crefisa, que me ajudou para que eu permaneça aqui", discursou.

QUANTO O PALMEIRAS GANHARIA?

Se Dudu tivesse aceito a proposta do Changchun Yatai e o Palmeiras tivesse finalizado a venda, os alviverdes teriam embolsado 13 milhões de euros (quase R$ 52 milhões) na transferência.

O clube alviverde é dono de 100% dos direitos do camisa 7, e, portanto, inicialmente receberia o dinheiro na íntegra.

No entanto, ficaria com 77% disso, já que teria que dar uma parte à Crefisa.

Explica-se: quando o Palmeiras comprou Dudu do Dynamo Kyiv, em 2015, pagou 3 milhões de euros por 50% de seus direitos.

Já no início de 2017, o time usou outros 3 milhões de euros cedidos pela patrocinadora para arrematar os 50% restantes.

Logo, se a venda ao Changchun tivesse sido feita, os alviverdes levariam 10 milhões de euros (R$ 40 milhões), tendo que pagar de volta 3 milhões de euros (R$ 12 milhões) à operadora de crédito.

Contando só a parte que investiu sozinho, o time do Palestra Itália lucraria 7 milhões de euros (R$ 28 milhões) pelo jogador de 26 anos.

Também em sua coletiva, Dudu deixou em aberto a possibilidade de aceitar uma outra proposta do futebol chinês, mas só daqui a alguns anos, quando já tiver cumprido os objetivos que deseja alcançar com a equipe paulista.

"A gente espera que daqui uns anos, se eles quiserem contar comigo e eu estiver disposto a ir, a gente possa pensar em uma transferência", salientou.