O sinal de alerta está aceso no Monumental de Núñez. O River Plate somou diante do Vélez Sarsfield sua terceira derrota consecutiva no Torneio Apertura 2026, e o desempenho da equipe comandada por Marcelo Gallardo preocupa mais os torcedores do que os próprios resultados.
A chegada de reforços de peso — muitos deles com passagem pelo futebol brasileiro — parecia representar a virada de página após o frustrante 2025. Mas, passadas seis rodadas, os novos nomes ainda não corresponderam à expectativa criada.
Entre os casos que mais chamam atenção está o de Matías Viña, emprestado pelo Flamengo. O lateral vive início instável: foi expulso em sua segunda partida, contra o Gimnasia y Esgrima La Plata, e voltou a ter atuação discreta diante do Tigre.
Seu melhor momento ocorreu na vitória apertada pela Copa Argentina contra o Ciudad de Bolívar, mas o desempenho não se repetiu frente ao Vélez. A ausência de Marcos Acuña abriu espaço na lateral, porém a tendência é que Acuña retome a titularidade na próxima rodada.
Nos bastidores e nas arquibancadas, a palavra "apático" começa a aparecer para definir o comportamento coletivo — e Viña acabou simbolizando essa irregularidade.
Se há algum respiro, ele passa por Aníbal Moreno e Fausto Vera. Ambos se consolidaram como titulares neste início de 2026. Moreno, ex-Palmeiras, foi destaque nas vitórias sobre Barracas Central e Gimnasia. Vera, com passagens por Corinthians e Atlético-MG, apresentou nível um pouco abaixo, mas suficiente para não ter a posição questionada.
Já a contratação de Kendry Páez surpreendeu pela repercussão, mas dentro de campo ainda não entregou o esperado. Teve poucos minutos na estreia contra o Argentinos Juniors, não entrou no empate diante do Ciudad de Bolívar e, contra o Vélez, saiu do banco apenas para se lesionar pouco depois.
