Felipe Melo defende Vinicius Jr. e se revolta: 'Eu não posso fazer galinha, mas macaco pode'

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Vinicius Jr. faz golaço, acusa jogador do Benfica de fala racista, e confusão começa; Entenda (0:59)

Felipe Melo saiu em defesa de Vinicius Jr. após o brasileiro do Real Madrid acusar Gianluca Prestianni de chamá-lo de macaco na vitória contra o Benfica por 1 a 0, nesta terça-feira (17), pela Champions League.

Durante a publicação nas redes, o 'Pitbull' falou em 'fogo nos racistas' e afirmou que Vinicius Jr. não provocou. Além disso, Melo lembrou a polêmica após um jogo do Fluminense contra o River Plate na Argentina, em 2023.

Na ocasião, Melo provocou a torcida do River Plate imitando uma galinha. Acontece que o River é apelidado pelos rivais do Boca Juniors como gallinas de forma pejorativa, uma espécie de provocação, assim como os Millonarios chamam os Xeneizes de bosteros.

Felipe Melo adotou a provocação por ser um jogador que sempre demonstrou identificação com o Boca, chegando a declarar abertamente que é um torcedor do clube.

"O Vinicius Jr. não fez absolutamente nada. Foi lá, bailou, fez o gol dele tranquilo, não xingou ninguém. Ninguém pode falar absolutamente nada. Mas aí tem certos lugares que eu não posso fazer galinha. Se eu fizer galinha, eu sou preso. Macaco pode, galinha não pode não. Estou de olho", disparou Felipe.

Entenda a acusação racista de Vinicius Jr.

A cena lamentável da partida que envolveu Gianluca Prestianni e Vinicius Jr. aconteceu logo após o gol do brasileiro, aos 50 minutos de jogo.

Durante a comemoração, o brasileiro se envolveu em uma confusão com Prestianni. Depois de um bate-boca, o camisa 7 do Real correu em direção ao árbitro acusando uma fala racista do jogador do Benfica, que chegou a cobrir a boca durante a discussão.

O jogo ficou paralisado por 10 minutos por conta do protocolo antirracista.

Vini Jr. e Mbappé conversaram com o técnico José Mourinho logo após o ocorrido, enquanto atletas merengues ameaçaram deixar o campo de jogo.

Otamendi e Valverde, capitães de Benfica e Real, respectivamente, foram acionados pelo árbitro, que explicou o protocolo antirracismo.

Nas redes sociais, o camisa 7 do Real Madrid escreveu um texto em forma de desabafo contra o argentino do Benfica, a quem chamou de covarde.

Além disso, Vini ainda detonou o fato de ter tomado um cartão amarelo por dançar após o golaço anotado em campo que garantiu a vitória merengue por 1 a 0. Na ocasião, o brasileiro comemorou na bandeirinha de escanteio dançando após a pintura anotada, levou amarelo e viu uma confusão se iniciar, terminando com a acusação feita a Gianluca Prestianni.

"Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família", disse Vini, para completar.

"Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário", finalizou.