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René Simões diz que Neymar tem mais repertório que Cristiano Ronaldo e Messi e defende astro na seleção brasileira: 'Não temos igual'

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René Simões surpreende e diz que 'repertório' de Neymar é maior do que o de Cristiano Ronaldo e Messi (1:26)

Treinador foi o convidado do 'MunDu Meneses' desta terça-feira (30) (1:26)

René Simões foi um dos convidados especiais do programa MunDu Meneses desta semana. E o ex-técnico, que no passado já se envolveu em polêmica com Neymar, se rendeu às qualidades do astro brasileiro.

Se recuperando de uma lesão no joelho, sofrida ainda em 2023 a serviço da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo, Neymar tem previsão de voltar aos gramados entre setembro e outubro deste ano.

E para René, o camisa 10 do Al Hilal teria - e muito - uma vaga no Brasil para a disputa da próxima Copa do Mundo, em 2026, sediada por Canadá, Estados Unidos e México. E foi além.

Na visão do ex-treinador, no quesito repertório, Ney está acima até de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que já conquistaram inúmeras vezes o prêmio de melhor do mundo. E explicou o seu raciocínio.

"Cabe (na Copa de 2026), nós não temos jogador igual a ele. O repertório dele é infinitamente maior do que o do Cristiano Ronaldo. Esses dias o Cristiano Ronaldo deu uma entrevista dizendo 'o Neymar era um dos poucos que me fazia ter muito prazer em assistir um jogo da forma que ele joga'. É um bailarino. É como o Ronaldinho. Eu arrisco dizer, aí vão estar dizendo que estou comparando um cara que tem 7 títulos de melhor do mundo com um que não tem, eu digo que ele tem um repertório maior do que do Messi. O repertório do Messi você pode ver que têm muitas coisas que ele sempre faz, ele sempre faz", disse.

"O Neymar é extremamente criativo. Igual a ele, nós não temos. Não dá para comparar o Vini Jr. com o Neymar, não dá. Belíssimo jogador, vai ser útil para a seleção, ótimo, mas é diferente", complementou.

Carta para Neymar

Durante o programa, René também contou os bastidores da polêmica com Neymar em 2010, quando após um jogo contra o Santos, o à época comandante do Atlético-GO, questionou o comportamento do astro por conta de uma briga com o técnico Dorival Júnior, que estava no Peixe.

E lembrou que, passado o episódio, escreveu uma carta para o jogador e a entregou para ele, colocando um fim em toda a polêmica.

"Quando a gente fala de Neymar, passa muito por esse sentimento de não largar as pessoas, não perder. Ali foi um chamamento, a minha filha é psicóloga, e depois que eu fiz esse chamamento ela me ligou e disse 'pai, as palavras foram muito duras'. Eu disse 'filha, eu não estou só puxando a orelha dele, estou fazendo um chamamento para a juventude, a gente não pode achar que porque temos fama, dinheiro ou poder que estamos em conveniência'. Por que o Neymar fez aquilo em campo? Talvez, erroneamente, ele sentiu que ele podia fazer porque ele é o Neymar, já era um grande jogador, o que ele fazia dentro de campo", disse.

"Fiquei muito chateado com aquilo e com as coisas que eu sabia, o meu assistente trabalhou comigo no Coritiba e era o assistente do Dorival (Júnior), e eu sabia das coisas que estavam acontecendo. Eu falei 'está na hora de fazer um chamamento pelo futebol brasileiro e por esse menino, temos que educar desportivamente esse menino, o que ele fez não tem cabimento'. Foram muitos treinadores que me encontraram depois, que até trabalharam com ele, e disseram 'que coragem que você teve, Renê'. Claro que eu não tinha pensado nisso, como eu ia advinhar que ia acontecer aquilo no jogo", prosseguiu.

"Aí ele foi fazer um programa da Hebe Camargo, aí uma jornalista disse 'teve uma pessoa que falou que estavam criando um monstro'. Aí a Hebe talvez não tivesse ouvido falar em mim, aí ela disse 'essas pessoas a gente nem dá crédito'. E o Neymar disse 'não, não, o professor é uma boa pessoa'. Quando eu escutei aquilo, eu sentei lá e escrevi 'prezado Neymar, queria te dizer que não tem nada premeditado, não tem nada contra você, te admiro muito como jogador, você é um talento que tem que ser desenvolvido, amadurecido, mas o meu pai sofreu muito em 1950 e vamos ter uma Copa em 2014 aqui'. Já tinha acabado a Copa de 2010. Dei ao meu ex-assistente (a carta), ele deu para ele, disse que ele leu e disse 'dá um abraço no professor'. Nunca mais nos encontramos, nunca mais nos falamos", finalizou.

Assista ao MunDu Meneses com René Simões e Julies: