Pelé virou marca mundialmente conhecida, eternizada como o apelido de um dos maiores atletas da história
Talvez nem todos conheçam Edson, mas dificilmente alguém não sabe quem foi Pelé, seja fã de futebol ou não. Um apelido que virou marca mundial e tem origem quando o Rei, que morreu nesta quinta-feira (29), aos 82 anos, era ainda apenas uma criança em Bauru, no interior de São Paulo.
A história tem origem quando Edson chegou com sua família a Bauru, em setembro de 1944. Pelé, naquela época, era ainda conhecido como Dito, após ter nascido em Três Corações, em Minas Gerais, e se mudado da cidade mineira de Lorena, junto com seu pai, João Ramos do Nascimento.
No futebol, o pai de Pelé também tinha seu apelido, Dondinho. Foi a bola que o fez mudar de cidade com a família, para jogar pelo Lusitana Atlético Clube, que depois viraria Bauru Atlético Clube, o BAC.
Além de Dondinho, viajaram sua esposa, Celeste (a mãe de Pelé), sua mãe Ambrosina (avó do Rei), o cunhado Jorge Arantes e os três filhos: Maria Lúcia, de só oito meses; Jair, o Zoca, dois anos; e Edson, o Dico, que era o mais velho deles, já com quatro anos.
Dico, antes de virar Pelé, sempre gostou de jogar futebol. Tinha como principal companheiro o tio Jorge, e sempre assistia Dondinho. Uma das equipes defendida pelo pai de Edson foi o Vasco da Gama de São Lourenço de Minas Gerais. Um dos principais nomes daquela equipe era o goleiro, José Lino da Conceição Faustino, conhecido como Bilé.
Dico gostava de brincar com o tio no gol, mas ainda não tinha a dicção completamente formada. Quando defendia, Edson tentava gritar Bilé, mas pronunciava algo como “Pilé”.
Os amigos ironizavam Edson, o chamando de Pelé. O menino se irritava e, como todo bom apelido nessa situação, a alcunha “pegou”.
De Bauru, onde defendeu diversos times ainda na adolescência, Edson virou Pelé para sempre. Foi assim que virou o maior jogador da história do Santos, da seleção brasileira e grande ícone mundial. Algo que nem sua morte aos 82 anos conseguirá mudar.
O adeus ao Rei do Futebol
O Rei do Futebol deu seu último passo. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, morreu nesta quinta-feira, 29 de dezembro de 2022, às 15h27. Em comunicado, o Hospital Israelita Albert Einstein confirmou que o maior atleta de todos os tempos faleceu em decorrência da falência múltipla de órgãos.
Aos 82 anos, o Rei não resistiu a complicações de um câncer que teve origem no cólon (parte do intestino grosso) e se espalhou em metástase por fígado, um dos pulmões e restante do intestino.
Em função do estado debilitado pelo câncer metastático, Pelé teve complicações cardíacas, respiratórias e renais. Pelé estava internado desde 29 de novembro.
Tricampeão mundial com a seleção brasileira em 1958, 1962 e 1970 e multicampeão com o Santos, seu único clube no Brasil em toda a carreira entre 1956 e 1974, Pelé, que ainda defendeu o New York Cosmos-EUA de 1975 a 1977, já sofria com problemas no quadril desde 2012 e se locomovia com o auxílio de uma cadeira de rodas em suas aparições públicas nos últimos anos.
Mineiro de Três Corações, onde nasceu em 23 de outubro de 1940, Edson deixa a esposa, Márcia Aoki, e teve oito filhos (uma de criação) - três deles com Rosemeri dos Reis Cholbi, a primeira cônjuge (de 1966 a 1982) - Kely, Edinho e Jennifer; 'três' com Assíria Seixas, a segunda (de 1994 a 2008) - os gêmeos Joshua e Celeste, além de Gemima, esta criada em conjunto com ele desde que tinha apenas oito meses de vida; e outros dois de relações extraconjugais - Flavia Christina e Sandra Regina.
