Abel Ferreira disparou contra o árbitro Wilton Pereira Sampaio após empate por 0 a 0 entre Palmeiras e Atlético-MG
Após o empate por 0 a 0 com o Atlético-MG, neste domingo (5), pelo Campeonato Brasileiro, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, explodiu contra a arbitragem e fez desabafo fortíssimo contra a atuação do juiz Wilton Pereira Sampaio.
O português reclamou de ter levado cartão amarelo após pedir para que Sampaio marcasse falta no decorrer do jogo. Mais do que isso, Abel se revoltou com o fato de ninguém do Galo ter sido advertido após, segundo o treinador, "xingar" o bandeirinha.
Em longo desabafo, o palmeirense afirmou que estava "p***" com Wilton e disparou frases fortes, chegando até a dizer que se sente "perseguido" pelos árbitros brasileiros.
"Eles (árbitros) fazem o melhor que sabem e o que podem. Eu só fico bravo porque, para mim, ele deu um amarelo quando eu disse que foi falta. Mais nada! E ele veio com aquela arrogância toda e me deu o cartão. Depois, os do Atlético-MG xingaram o bandeirinha e ele não teve a coragem de dar o amarelo", alegou.
"Aí realmente começo a sentir que é perseguição. Sinto-me perseguido pelos árbitros brasileiros, especialmente por este senhor (Wilton Pereira Sampaio). Não tenho nada contra ele, mas hoje senti intencionalidade na ação dele", seguiu.
"Eu não quero que nos ajudem, só não quero que nos prejudiquem. Ele não marcou falta no Piquerez, depois não marcou no Rony. Então, eu pergunto: aonde estão os critérios? E o 4º árbitro só me fala: 'É o Wilton, é o Wilton, é o Wilton...'. Não quero que os árbitros sejam protagonistas, eles não têm que ser. Não gostei da forma que ele me deu amarelo, e ele tinha que ter dado o amarelo para o jogador que fez a falta, não para mim", reclamou.
"Ele veio com arrogância e intenção (de dar o cartão amarelo). Em seguida, xingam o fiscal de linha e ele faz que não viu. E se eu digo que o amarelo que levei contra o Juventude foi bem dado, hoje foi arrogância total do árbitro", argumentou.
Questionado sobre os motivos de se sentir perseguido pelos juízes, Abel desabafou ainda mais.
"Não sei (por que sou perseguido). Esse é seu trabalho (do jornalista que perguntou): é ver, falar e mostrar as imagens. Vejam o que falei, veja o que os jogadores do Atlético falaram para o bandeirinha. Vocês (jornalistas) gostam de polêmica, e hoje eu vou dar: hoje, foi intencional. O que ele fez hoje foi intencional", repetiu.
"Vejam o que eu disse e como eu estava quando falei com o Sr. Wilton, e o que os jogadores do Atlético falaram três minutos depois. Xingaram de cima a baixo, e ele não teve coragem para dar o amarelo. Se deu o amarelo ao treinador do Palmeiras, tinha que dar para eles", completou.
