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Nikão reencontra sua última vítima para desencantar no São Paulo e por fim a 3ª maior seca da carreira

Camisa 10 do Tricolor luta para atuar pelo menos alguns minutos em Bragança Paulista e tentar marcar seu primeiro gol pelo clube na temporada 2022


O rodízio implementado por Rogério Ceni no São Paulo em 2022 impede que se saiba qual time titular entrará em campo neste sábado (23) para enfrentar o Red Bull Bragantino, no Estádio Nabi Abi Chedid, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Mas se ganhar alguns minutos em campo, como aconteceu no meio de semana contra o Juventude, Nikão tem uma motivação extra para desencantar de uma vez por todas pelo Tricolor: acabar com um de seus maiores jejuns na carreira.

Principal reforço do São Paulo para a temporada, Nikão ainda não marcou nenhum gol pelo novo clube. São 17 jogos e 724 minutos com a camisa tricolor sem balançar as redes. Somados aos últimos quatro jogos que passou em branco pelo Athletico-PR, já são 1.174 minutos sem um tento sequer.

A última vítima foi justamente o adversário desta tarde. Contra o Bragantino, Nikão anotou o gol do título athleticano na Copa Sul-Americana, em final única disputada no Estádio Centenário, em Montevidéu. Foi, com folga, o lance mais importante da carreira do meio-campista, que nunca foi dos mais assíduos no assunto.

Prova disso é que, nos últimos dez anos, Nikão viveu grandes jejuns por onde passou. Dois são, por enquanto, maiores do que o atual pelo São Paulo. Em 2012, quando ainda defendia a Ponte Preta, o meia completou 24 partidas sem marcar um gol. Foram 1.658 minutos de seca até fazer dois na estreia pelo América-MG, no ano seguinte.

O outro longo jejum foi pelo Athletico-PR, em 2019: 21 jogos e 1.443 minutos entre um gol e outro na temporada. Ou seja, faltam 269 minutos, ou três partidas completas, para Nikão superar tais números agora pelo São Paulo, algo que poucos esperavam que acontecesse.

O desempenho do camisa 10 é assunto no Morumbi desde o começo do ano. Para contratá-lo, o clube venceu uma disputa de bastidor com o Internacional e comemorou o acerto como se fosse um sinal de ambição no mercado. Afinal, havia contratado um jogador desejado e que poderia ser um diferencial técnico no elenco de Rogério Ceni.

Nikão, porém, ainda não correspondeu às expectativas. Contribuiu com três assistências, todas no Campeonato Paulista, e perdeu um pênalti que poderia encerrar a má fase contra o Botafogo-SP. Durante o Estadual, Ceni falou muito sobre o aproveitamento do seu principal reforço e lembrou a dificuldade que ele sentiria por, ao contrário dos tempos de Curitiba, não conseguir fazer uma pré-temporada completa.

Muito por conta disso, o meia ainda não sabe o que é jogar uma partida inteira no ano. O máximo que atuou foi pouco mais de 76 minutos, no clássico contra o Santos - curiosamente ou não, sua melhor atuação. Pelo menos até essa tarde, quando Nikão tem nova chance de dar a volta por cima.