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VALORANT | 'É um orgulho muito grande', conta bzkA sobre representar comunidade PCD no Champions

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Com vitória em sua estreia, o técnico da Team Vikings conta sobre sua chegada na equipe, a série melhor de três contra os japoneses e também sobre carregar a bandeira PCD no campeonato


Na última quarta (01), a Team Vikings estreou a presença brasileira nos palcos do VALORANT Champions, que está acontecendo em Berlim, e logo agarrou uma vitória por 2 a 0 em cima da Crazy Raccoons. Em entrevista pós-jogo com o ESPN Esports Brasil, o técnico Matheus “bzkA” contou sobre como foi chegar à equipe a tão pouco tempo, o nível brasileiro e também a oportunidade de representar a comunidade PCD no primeiro mundial da modalidade.

O treinador chegou ao plantel dos guerreiros nórdicos no dia 9 de outubro, logo após a equipe passar oito meses com Faithz0r no cargo de treinador, que ajudou a cravar o nome da Team Vikings no panteão de melhores equipes brasileiras de 2021. No entanto, apesar do primeiro semestre meteórico da equipe, o segundo não foi tão desanimador - o que gerou mudanças na comissão técnica e resultou na chegada de bzkA.

Sem participar do Masters de Berlim devido a uma queda precoce para a Vivo Keyd nos playoffs da terceira etapa do Challengers, parecia que a equipe não era mais a mesma e que o cenário já havia alcançado seu nível. No entanto, após meses sem aparecer em campeonatos e com a comissão renovada, nesta quarta (01) mostraram-se diferentes: encaixaram um 2 a 0 contra a Crazy Raccoons em sua estreia no VALORANT Champions.

“Os jogadores mesmo conseguiram arrumar muita coisa entre eles. Claro, cheguei com um papel importante na equipe, mas os jogadores são muito bons, não entrei aqui pra ensinar ninguém a jogar VALORANT, entrei pra fazer a equipe funcionar bem e acho que estamos muito bem nesse sentido [...] Estou aqui pra ajudar, no que eles precisam de mim. Falar que eu cheguei resolvendo a situação toda não seria justo com eles”, conta bzkA.

“Estamos evoluindo como equipe, esse bootcamp na Europa foi muito importante para a gente. Fico muito honrado, tive pouco tempo pra trabalhar com eles, mas os resultados estão vindo ai”, completa.

Apesar da vitória, o primeiro mapa da série melhor de três contra os japoneses trouxe preocupação para o coração dos fãs brasileiros. Isso porque, após abrir uma vantagem de cinco rounds, a equipe brasileira viu os adversários encostarem no placar.

Mantendo seu plano de jogo do início ao fim, ignoraram a volta dos adversários ao jogo e apesar de não gerarem um stomp, encaixaram um forte 12 a 9.

“O mapa da Icebox deles é muito bom, acho que eles vieram muito trabalhados para o mapa. A gente começou muito bem no jogo, mas eles conseguiram encaixar muito afterplant, eles estavam ganhando muito retake e a gente estava vacilando em algumas situações [...] Acho que foi muito erro básico, as vezes um pouco de nervosismo de estreia também, isso pesa bastante”

No palco mais importante do VALORANT montado em Berlim para receber os melhores times do planeta, as equipes brasileiras chegam para tentar mostrar uma campanha melhor do que a alcançada pelas representantes da região no Masters de Reykjavik e Berlim - inclusive, a Team Vikings foi uma das que esteve presente na Islândia.

Conhecido por produzir bons resultados nas modalidades competitivas de diversos FPS’s, bzkA acredita que é questão de tempo até que o Brasil anule a diferença entre a região e as equipes norte-americanas e europeias. Para a Vikings, o treinador revela que os treinos de qualidade proporcionados pela região têm sido de grande importância para o crescimento do time.

“Acho que o Brasil sempre tem chance em qualquer FPS que entrar. No VALORANT a gente estava um pouco atrás nos últimos campeonatos porque a gente literalmente não consegue vivenciar as situações de treinos que a gente vivencia aqui na Europa lá no Brasil, o treino lá não tem a mesma qualidade que aqui, então estamos evoluindo muito como jogador individualmente e coletivo”, conta bzkA.

“Os três times, tanto a gente como Vivo Keyd e FURIA tem chance de ir bem no mundial. A gente é jogador de FPS, somos bons nisso, então estamos aprendendo VALORANT agora. O gap que tinha muito grande entre Europa e Brasil está diminuindo bastante. Estou confiante, vamos um jogo por vez, com calma”, adiciona.

Na quarta (01), bzkA entrou em campo representando não só a Vikings e o Brasil no palco do Champions, mas também a comunidade PCD. Portador de artrogripose múltipla congênita, foi apenas na ida da equipe para o bootcamp na Espanha que o treinador se sentiu à vontade para compartilhar tal informação.

Alvo de brincadeiras nas redes sociais (mas também de palmas), no palco mais importante de VALORANT, bzkA se sente honrado em poder representar a comunidade da qual faz parte desde sua infância e deixa de lado os comentários jocosos sobre sua deficiência. Os objetivos são claros: colocar o Brasil no topo e inspirar quantas pessoas puder a seguir seus sonhos.

“É um orgulho muito grande. Sei que vou sofrer bastante hate na internet, bastante gente vai criticar e fazer piadinha, mas eu não tô nem ai pra isso. Se eu conseguir motivar, inspirar uma pessoa que seja a seguir atrás do seu sonho e seu trabalho eu já vou estar feliz. Só tenho orgulho, só tenho a agradecer”, crava o treinador.

O próximo confronto dos brasileiros da Team Vikings acontece neste sábado a partir das 17h, e a equipe espera a definição da série entre Gambit Esports e Team Secret, série que definirá sua próxima adversária no campeonato. Sobre seu próximo adversário, o treinador revela que a equipe está pronta para o que vier, mesmo que isso signifique enfrentar os campeões russos do Masters de Berlim: “Pode vir quem vencer, estamos preparados pra todo mundo”.