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VALORANT: Heat acredita que nível brasileiro no Masters será 'melhor que no passado'

Heat é um dos jogadores que representará o Brasil em Berlim Zandor Eduardo

Esta sexta (10) marca o início do segundo campeonato internacional de Valorant, o Masters de Berlin. Com Havan Liberty e Vivo Keyd representando o Brasil na disputa, as equipes buscam mostrar seu melhor no torneio e trazer à legião de fãs brasileiros um desempenho melhor do que o apresentado pela região em Reykjavik. Durante uma coletiva de imprensa realizada com os jogadores de alguns times presentes no campeonato, o duelista Heat, da Vivo Keyd, falou um pouco sobre o evento.

Se juntando à Vivo Keyd em junho deste ano, logo após colocar o nome do quinteto sob os holofotes do cenário ao mostrar bons desempenhos como “Desempregados”, os guerreiros chegam ao campeonato com um elenco formado por peças colhidas de diferentes equipes: Heat vem da Havan, v1xen da antiga Vorax, murizzz da paiN Gaming, ntk da Slick e Jhow da Gamelanders.

O plantel contratado pela Keyd, conquistou no último mês o topo do Brasil ao vencer os playoffs do Challengers brasileiro em cima da Havan Liberty e colocar a organização em uma das maiores competições do título após uma série de insucessos com outros elencos.

Com menos de dois dias para se apresentarem no palco alemão, Heat acredita que esse Masters é o que tem o nível mais alto internacionalmente e mantém as expectativas altas, principalmente por achar que o Brasil está mais preparado do que estava no passado.

"O nível que a gente tá trazendo, na minha opinião tá sendo melhor que no passado. Acredito que, por termos competido na Islândia, meio que a gente entendeu mais o jogo e como funcionam as coisas por aqui. Traremos o improviso, temos muito disso no time e nos damos muito bem com isso, já a Havan acho que traz um estilo mais tático. Isso é muito bom, são duas coisas diferentes, dois estilos diferentes, isso vai ser muito bom pro Brasil, acho que vamos nos sair bem", comenta o duelista.

Apesar de acreditar que se apresentarão melhor do que Team Vikings e Sharks fizeram na Islândia - 6º e 10º lugar respectivamente -, Heat revela que a Vivo Keyd não carrega em suas costas o peso de representar o Brasil melhor que essas equipes. “Estamos aqui no campeonato para jogar o nosso jogo, não colocamos um peso de representar melhor que os times que jogaram na Islândia, não pensamos desta forma”.

O primeiro jogo da equipe brasileira em solo alemão será contra a norte-americana Team Envy, no sábado. Considerado MVP durante os playoffs do último Challengers brasileiro e impactando muito as partidas com sua Operator durante toda a corrida da Keyd ao longo do campeonato, o duelista falou sobre os treinos e como o estilo da equipe tem se encaixado nestes, além de falar sobre o primeiro confronto da equipe no campeonato.

"Tivemos seis dias de treino contra todos os times da Europa e acredito que vamos dar o nosso melhor no campeonato. Aqui na Europa, a gente vem treinando bastante esse estilo que já apresentamos no Brasil [de trabalhar e impactar o jogo com a Operator] e vem dando certo nos treinos em que estivemos experimentando esse estilo. Contra a Envy vai ser um jogão, o pessoal de lá é muito experiente e tem jogadores muito bons”, avalia Heat.

O QUE OS ADVERSÁRIOS PENSAM?

Ao lado do jogador brasileiro, o líder da 100 Thieves, Steel, e Victor, da Team Envy, também participaram da coletiva feita com a imprensa. Jogadores de dois times que estreiam no campeonato com partidas contra os times brasileiros, Steel foi o primeiro a comentar sobre o estilo de jogo brasileiro.

Assim como muitos outros jogadores, o capitão da equipe norte-americana, que enfrenta a Havan Liberty nesta sexta (10), passou a atuar no título da Riot Games após migrar do Counter-Strike: Global Offensive e, apesar de não observar tão de perto o cenário brasileiro de Valorant, usa suas experiências dentro do jogo da Valve para analisar o estilo de jogo brasileiro, cravando a paixão e energia como grandes forças das equipes.

"Não olhei o cenário brasileiro muito de perto, mas sei vagamente sobre o estilo deles, dos tipos de composição. Joguei contra brasileiros no CS:GO e sei como eles são habilidosos naquele jogo, e sei como são apaixonados", conta Steel.

"Então, eu preciso ter certeza de que, quando entrarmos, não podemos deixá-los embalar, porque é isso que eles querem. Se eles começarem a fazer alguns rounds, eles vão começar a se hypar e incentivar um ao outro, jogando ainda melhor", adiciona.

Encarando a Vivo Keyd em sua primeira partida, Victor compartilha da opinião do capitão da 100 Thieves e afirma que, nesta etapa, não podem baixar a guarda para nenhuma equipe. "Eu concordo com o que Steel disse. Quando começam bem dá para perceber, principalmente em LAN. As equipes brasileiras têm muita energia quando jogam juntos e principalmente quando vencem rodadas importantes. Então não vamos subestimar ninguém, entendemos que qualquer um pode ganhar", comentou o jogador da Envy.

O Masters de Berlin começa já nesta sexta-feira (10), com a Havan Liberty estreando a participação brasileira contra a 100 Thieves às 16h. Já a Vivo Keyd entra nos servidores a partir das 16h do sábado (11), contra a Envy.