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Filho de GT 4 e GT Sport, Gran Turismo 7 é um dos melhores jogos de carros da história

Antony Curti destrincha sua experiência jogando o mais novo título da famosa franquia de simuladores de corridas, Gran Turismo 7


Entre os jogos da Copa do Mundo de 1998, buscávamos algo para fazer e matar o tempo. Eram férias escolares, então tempo era o que não faltava. Um dia, estava na casa de um amigo e o irmão mais velho, prestes a completar 18 anos e tirar sua CNH, estava empolgado com um jogo novo.

Segundo ele nos contava na sala, para jogar todas as corridas possíveis, você precisava tirar cartas de motorista para mostrar que estava apto. Aquele era um conceito um tanto quanto revolucionário para mim. Um pouco maçante para uma criança de 7 anos, também. Ao ver o irmão mais velho falhando licença sim, licença também, temi pelo resultado de sua prova prática para a CNH real.

Dois anos se passaram e, confesso, não ligava muito para o PlayStation. Os jogos mais adequados à minha então faixa etária, no Nintendo 64, me seduziam mais. Uma frustração tomava conta de mim, porém: jogos de corrida.

O sistema de 64 bits da Nintendo revolucionou os jogos de plataforma em 3D – ora, os jogos 3D como um todo junto da iD em Quake/Doom. Mas ainda faltavam os jogos de corrida. Quem era fã de velocidade tinha que se contentar com um F1 World Grand Prix ou no máximo um Top Gear OverDrive. Este até era divertido, mas sua lista de carros era tão limitada quanto a capacidade de armazenamento dos cartuchos do 64. Apenas 10.

Estava de novo em férias escolares e conversando com um amigo num acampamento que sempre ia, contei a frustração por aquele jogo não ter muitos carros e ser um tanto quanto limitado no fator replay.

“Você nunca ouviu falar no Gran Turismo 2?”

Até então, não. Era assim naquela época. Revistas de videogame eram caras e eu só lia – assinava, inclusive – a Nintendo World (que obviamente não mencionaria Gran Turismo). O jeito de se informar sobre novos jogos, dado que a internet era de acesso para poucos e tinha uma fração do conteúdo de hoje, era na conversa com amigos.

“Não, é do PlayStation?”, respondi. “Só no PlayStation”, aquele amigo me disse como se fosse um gestor de marketing da Sony. Sei que a história tem ares de fanfic, mas realmente foi assim que aconteceu. Lembro até onde essa conversa se deu e quando. Alguns meninos tinham comprado a mais uma ida a um rafting ou algo assim no acampamento. Eu, medroso que era, não fui. Esse amigo também não. Então na porta do chalé ficamos conversando sobre interesses em comum e descobrimos que carros estavam entre eles.

“Tem BMW?”, perguntava. Sim. A resposta era sempre sim para qualquer carro que passava na minha cabeça. Mitsubishi Eclipse, Ford GT40, Astra, qualquer coisa que passasse na minha cabeça e não fosse Porsche ou Ferrari – problemas de licenciamento – estava naquele jogo. Fiquei fascinado. Ainda tínhamos alguns dias no acampamento e não via a hora de voltar para casa e convencer minha mãe que um PlayStation era necessário para o bem-estar de seu filho nerd e fã de carros.

Janeiro de 2005, você adivinhou, férias escolares. Posterguei meu presente de natal porque imaginava que o lançamento de Gran Turismo 4 no Brasil se daria apenas em janeiro. Tinha procurado em dezembro e não havia achado nos shoppings. No mês seguinte, idem.

O jeito foi comprar pela internet. Recém feito o upgrade do 64/PS1 para o PlayStation 2, era hora de fazer o upgrade definitivo. Só tinha um problema: eu nunca tinha feito uma compra pela internet. Naquela época, veja, a coisa não era tão comum como hoje. As pessoas tinham medo do pagamento falhar, do cartão ser clonado, da compra ser entregue para o vizinho por engano.

Lembro-me quando o pacote chegou. Ou antes disso, no caso. Liguei incontáveis vezes na portaria no dia que estava marcado como entrega até que finalmente a resposta era “sim, chegou um pacote do tamanho de um CD para você, moleque”. A capa de Gran Turismo 4, branca, apenas com um Ford GT era uma obra de arte. Fiquei com medo de abrir o jogo. Queria ele ali, fechado, eternamente, como algo para ser contemplado.

Felizmente esse sentimento nada utilitarista passou em alguns instantes. Joguei Gran Turismo 4 até o cooler do PS2 praticamente virar hélice de helicóptero. Ainda tenho o jogo. Ainda jogo uma vez ou outra, reconhecendo que jogos de esporte e corrida envelheceram mal nas passagens de geração. Mas a marca ficou para sempre.

Não nego: Gran Turismo Sport foi um balde de água fria para mim. Mas da mesma forma que tenho que reconhecer as falhas de Gran Turismo 7 – que você verá aqui, para além de qualquer clubismo – tenho que reconhecer as virtudes do último lançamento, feito em 2017.

A Polyphony eliminou o conceito de colecionar carros e um pouco do quê da cultura dos veículos dentro do jogo e quis surfar na onda dos eSports – justo, considerando que a série estava um pouco desgastada com Gran Turismo 5 e Gran Turismo 6, que nada mais foram do que uma pequena releitura de 4 com melhores gráficos e tendo alguns carros mais fieis à realidade, com destaque para o cockpit.

Foi uma disrupção necessária e se não fosse ela, não teríamos o título deste texto e o DNA que faz de Gran Turismo 7 de maneira incontestável o melhor da série em 15 anos: GT7 é filho de Gran Turismo 4 com Gran Turismo Sport. É uma mistura dos dois, mas com as melhores partes de ambos.

Corrida de Honda Fit, algo inimaginável num Assetto Corsa da vida? Está lá para quem fica animado com a ideia. Colecionar carros como se estivesse jogando Pokémon? Voltou também, com alguns incentivos a isso. Corrida de carros de turismo, potentes e com peças adequadas para aquele ambiente competitivo? Yup, temos. Gran Turismo 7 se reinventa pegando o que a série teve de melhor até agora. Inclusive com a volta de circuitos fictícios clássicos, como Trial Mountain.

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A comparação é impossível de passar e imagino que já tenha sido feita em alguns reviews anteriores de tão óbvia que é. O modo “Café” de Gran Turismo 7 tem a função de tutorial, mas bem que podia ser a cidade de Pallet em Pokémon Red & Blue. Afinal, a quantidade de informação sobre os carros que você recebe é digna de uma Pokédex.

Aqui, você tem missões e precisa colecionar, na maioria delas, três carros distintos de uma mesma “categoria”. Um bom exemplo é a missão dos clássicos europeus, que conta com o Mini, o Volksvagen Fusca (Beetle, na Europa) e o 500 (cinquecento, se você quiser ser italiano sobre o assunto). O fato das missões virem de “3 em 3” acabou me lembrando muito o início de Pokémon, no qual você tem que escolher entre os três iniciais – nota do autor: Bulbasauro é o melhor mas vocês não estão preparados para essa conversa, quem sabe outro dia.

O “Café” serve como um tutorial para quem nunca jogou Gran Turismo e é por ele que você vai, EM MICRODOSES, liberando os conteúdos. Sim, não temos tudo aberto no início e você vai ter que suar para abrir pistas e novas possibilidades. O modo Sport, por exemplo – a parte do DNA que vem do papai lançado em 2017 – só é liberado após boas três ou quatro horas de jogo. Nürburgring? Rale pelo menos 10 horas.

Isso tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que a Sony não transformou isso num gigante caça-níquel monetizável – embora ainda dê para abastecer a carteira virtual com dinheiro de verdade, mas vaias a quem faz isso em Gran Turismo, são protótipos de Nikita Mazepin ao usar o dindin para colocar a mão no volante.

Você realmente tem que jogar para liberar as coisas e não tínhamos esse sentimento há algum tempo nos videogames Triple A. A sensação de liberar novas pistas e modos, num autêntico sentimento de progressão, é a mesma de sair de Los Santos para San Fierro em Gran Theft Auto: San Andreas, outro... Jogo de carros, digamos.

O lado ruim, porém, é que isso afasta jogadores casuais. Quem quiser apenas pilotar uma BMW M3 de boa em Interlagos... Más notícias, como disto. Mesmo dinheiro por si não irá comprar as missões do Café, você vai precisar dar um jeito de fazê-las para abrir o que precisa. Pela minha experiência desde sexta, digamos quem em 10 horas tudo esteja aberto. Mas garanto: você não vai ver o tempo passar.

Real Driving Simulator?

São 11:54 de uma quarta-feira e preciso entregar este review o quanto antes, porque prometi na segunda para meu editor. Um misto de sensações passa por mim neste momento. Minha vontade, de maneira paradoxal, é parar de escrever o próprio review do jogo para ir jogá-lo. Sabe há quanto tempo eu não sinto isso por um videogame? Nem me lembro mais. Esse é o poder que Gran Turismo exerce sobre quem gosta de carros.

Meu vizinho tem uma BMW M3 e não me parece uma ideia interessante me endividar por um dinheiro que não tenho para ter uma também. Sem contar as manutenções, as peças que têm que vir da Alemanha se algo quebrar. Parece-me um sonho distante demais. Mas dá para enganar meu cérebro por alguns minutos tendo um investimento num volante e num videogame.

Essa é a essência de Gran Turismo quando cravou nos anos 1990 o slogan de Real Driving Simulator, algo como “O Simulador Real de Pilotagem” em português: carros, tudo sobre carros, ter carros, colecionar carros, dirigir carros, mudar carros, ser carros. A série muito apanhou por conta disso, dado que está mais para um simcade do que um simulador como Automobilista ou iRacing. A grande questão é que estavam olhando para o lado errado.

Quando a Polyphony assim diz, não faz menção à física dos bólidos, a questão do desgaste dos pneus ou os tão criticados sons de motor em Gran Turismo 5 e 6 – que sim, pareciam aspirador de pó. Pilotar, dirigir, isso vai muito além da física do carro. É parte importante, sim. Mas seria o mesmo que dizer que, de maneira análoga, Pokémon se resume apenas às batalhas.

Existe todo um aspecto de cultura automotiva envolvida em cada polígono de Gran Turismo 7 – algo que você já percebe na abertura do jogo. Quem desenvolveu aquilo o fez com carinho e amor. Afinal, foram 5 anos de desenvolvimento. Ser um Simulador Real de Pilotagem envolve a possibilidade de customizar seu carro, envolve a possibilidade de trocar a roda dele por uma que você ache mais bonita.

É a questão de você e o carro serem uma mesma coisa, do volante ser uma extensão de sua personalidade, vontades e estilos. Pilotar e estar no comando de um carro é mais do que saber quando o pneu vai desgastar.

Sem clubismo, prometo

Clubismo à parte, precisamos criticar o que precisa ser criticado. Comparado a um jogo um tanto quanto mais antigo, como Project Cars 2, ainda falta bastante coisa que poderia ser adicionada em Gran Turismo 7 no que tange ao conteúdo.

Carros genéricos de Fórmula 1/Fórmula 2, carros clássicos de F1 da Lotus que poderiam servir a isso, o chassi da Indy: essas coisas enriqueceriam ainda mais o jogo e daria um leque maior de opções que, honestamente, sinto falta. Minha vontade era não precisar mais voltar para Project Cars 2 para isso, mas quando me der vontade de pilotar esses carros, infelizmente ainda será o caso.

Outro ponto a ser destacado é que, por mais que Trial Mountain tenha voltado para o rol das pistas fictícias, ainda são poucos autódromos da vida real. Grandes clássicos estão lá, como Interlagos, Spa, Monza, Suzuka, Brands Hatch, o inferno verde de Nürburgring, o Circuit de La Sarthe das 24 horas de Le Mans e Daytona. Mas ainda falta Indianapolis – que já esteve em versões anteriores – e outros tantos, com destaque para Silverstone. Claro que autódromos da vida real custam dinheiro que os fictícios não custam, mas seria algo para a Polyphony se atentar nas atualizações.

Ainda, foi um pouco frustrante ver que o ray tracing foi limitado aos replays sendo que esse era um grande ponto de venda da nova geração de consoles. Ao mesmo tempo, os 60 FPS durante a corrida fazem com que o jogo tenha a melhor jogabilidade da história da série Gran Turismo. Corridas são sobre reação à pista e quanto mais quadros por segundo, melhor.

Outra frustração foi o sistema de danos. Não estamos falando de um Burnout aqui, não é isso: mas é insuficiente. Muito foi falado que os carros não desmontam em colisões porque isso daria problema com as licenças, mas fato é que danos nos automóveis são algo intrínseco a eles e esse aspecto fica faltando – especialmente no que tange às provas mais competitivas.

Nenhuma crítica, porém, é tão importante quanto ao formato das principais corridas. Largar em último e ter que ultrapassar todos os carros é... 1998 demais. Nesse ponto, os desenvolvedores poderiam ter batido a nostalgia no liquidificador e ao menos acrescentado mais voltas nas corridas e a possibilidade de realizar um treino classificatório. Faria mais sentido do que dosar quanto de tuning você vai colocar no carro para ter um desafio naquela corrida.

Em resumo, tal como em Gran Turismo 4, você decide a dificuldade por quão apelão está seu veículo. Convenhamos que nem todo mundo vai topar passar perrengue sendo que está a um filtro de ar no carro ou um escapamento melhor de dominar o asfalto.

Mas beira à perfeição

Nunca joguei tanto um jogo de carros em todos meus 30 anos de idade. Deitei na cama no sábado e minha vontade era levantar e ir jogar Gran Turismo – fiz isso, aliás. Nem com 12 anos eu era assim. O poder que o jogo exerce em quem joga e ama automóveis é formidável. Pode formar uma legião de novos fãs de carros, algo um tanto quanto rarefeito nas gerações mais novas que não têm o mesmo fascínio pelas quatro rodas que os boomers, geração x e millennials mais velhos têm.

7 pontos positivos no Gran Turismo 7

Para arredondar, facilitar a leitura de quem quer ser mais direto e também não fazer este texto virar uma coisa cansada, sete tópicos de aspectos (muito) positivos de Gran Turismo 7.

  1. Volta à origem: o aspecto colecionável com carros que não são feitos para as pistas mas que ficam lindos na garagem está de volta. São cerca de 400 modelos das mais variadas épocas e potências e a tendência, tal como aconteceu com Gran Turismo Sport, é que a lista aumente. O que já é bom pode ficar ainda melhor.

  2. Circuitos divertidos: Na coletiva de quinta passada, Kazunori Yamauchi foi perguntado sobre como se dava a escolha de quais pistas entravam em Gran Turismo. Ele foi direto: o foco é escolher lugares onde é divertido correr. Tirando Barcelona – desculpas antecipadas aos catalães – ele está certo. Spa, Brands Hatch, Nurburgring, Interlagos, Trial Mountain, Deep Forest, Willow Springs, Dragon Tail… São divertidas demais.

  3. Você é linda, mais que demais: Um dos grandes trunfos da Polyphony como desenvolvedora interna da Sony é que os Gran Turismos sempre foram ápices gráficos. Quem não ficou babando quando Gran Turismo 3: A Spec foi lançando e ficava o demo rodando nas vitrines de lojas de videogame? O mesmo efeito é esperado aqui. O jogo beira à realidade e no modo Scape (fotos) é quase impossível distinguir a realidade do jogo.

  4. Rale, irmão: O fato de você ter que lutar para conquistar as licenças e liberar modos de jogo e pistas me apetece bastante. Fazia tempo que um título Triple A não era tão incisivo com isso e foi um grande acerto de Gran Turismo 7. O jogo não te dar a possibilidade de voltar no tempo para corrigir um erro (como acontece na série F1 da Codemasters) é algo que vejo como ponto positivo também. É uma muleta forte demais para jogos de corrida.

  5. Não é um simulador em termos de física, mas chega perto: Como falei na semana passada, a física de Gran Turismo 7 lembra muito a realidade. Pode não ser tão fiel como iRacing e conexos, mas ao ver Bia Figueiredo do meu lado pilotando um Audi R8 em Interlagos e depois eu mesmo tentar fazer o mesmo no simulador, percebi que estava brigando com o carro nas mesmas curvas e de maneira parecida com o que Bia fez na realidade. Depois de alguns minutos no simulador, tive que balançar a cabeça para perceber que não estava lá fora na pista, mas dentro do box de Interlagos num videogame.

  6. Volante ou Dual Sense? Claro que a opção com volante é melhor. Fiz a análise com duas horinhas no controle e muitas, muitas, no volante (um Logitech G29). Senti a jogabilidade e o feedback melhores do que em GT Sport e mais vezes briguei para fazer a tomada certa da curva. Se você estiver com o orçamento mais ponderado, não se preocupe: o controle também traz uma bela experiência, dado que o Dual Sense é o Charizard dos rumbles em termos de feedbacks e todo o mais. Foi muito bom ver como a Polyphony respeitou aqueles que só jogam no controle, foi a melhor experiência que tive com um controle em jogo de corrida e por muito.

  7. Único dono, rodou pouco: A volta dos carros usados traz um elemento de replay muito forte. Certos carros estão disponíveis só em certos dias, então é bom você abrir esse jogo todo dia para conseguir comprar aquela lenda que pouco está disponível. A volta da “loja” de carros usados, junto do GT Shop, faz com que a gente sinta que está jogando Gran Turismo mesmo.

Veredito: Comprar agora, esperar promoção ou nem tocar?

Como sempre faço nas análises aqui, dou a deixa para que você invista bem seu dindin. Em nenhum dos meus reviews, até agora, orientei a comprar no lançamento. Aqui, vou dizer que sim, vale a pena. Seu dinheiro será muito bem investido. “Ah mas vai ser atualizado, o preço baixar...”.

Sim. Mas quanto antes você comprar, mais horas da sua vida vai ter com Gran Turismo 7. É uma conta matemática básica. O jogo já é fantástico e o melhor jogo de corridas que eu já tive o prazer de desfrutar. Veja: jogo e não simulador, porque são coisas diferentes.

Mas aí fiquei pensando, dadas as semelhanças de GT7 com GT4. Imagine que você pegue um DeLorean – que está no jogo, aliás – tunado no laboratório de Doc Brown e fosse para a cena do início deste texto, em meio à Copa do Mundo de 1998. Em vez do PlayStaion 1 de polígonos charmosos, mas grosseiros, ray tracing nos replays e um controle que vibra apenas do lado direito se o carro passar o lado direito na zebra. Qual seria a reação daqueles meninos naquela sala? Perplexidade, lágrimas, olhos brilhando, alguns achariam que sou um ET – porque trazer aquela tecnologia de 2022 para 1998 não faria sentido se não fosse um. É nisso que me apego para dizer que a série chegou no máximo que pode entregar.

Em outras palavras, Gran Turismo 7 tem o aspecto colecionável de GT4, o aspecto competitivo de GT Sport e a beleza que a Polyphony sempre trouxe aos consoles de sua madrinha. Não é perfeito, porque ainda conta com cheiro de loja de antiguidades em alguns aspectos como escrevi acima – o que pode ser um ponto positivo, dependendo dos olhos de quem vê. Mas chega perto. Sem clubismo, é o melhor jogo de corrida que já joguei na vida.

Gran Turismo 7 já está disponível com versões para PlayStation 4 e PlayStation 5.