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Olimpíadas: Douglas Souza, do vôlei e que bomba nas redes, abriu o jogo e fez forte alerta em entrevista à ESPN no Mês do Orgulho LGBTQIA+

Campeão olímpico de vôlei com o Brasil em 2016, Douglas Souza se tornou a grande sensação das Olimpíadas assim que chegou no Japão. Com vídeos engraçados nos quais mostra os treinos e bastidores da equipe, o jogador virou um fenômeno da internet e superou a marca do 1 milhão de seguidores nas redes sociais em 24 horas.

Em um dia, o atleta de 25 anos conquistou 600 mil fãs no Instagram, bateu a marca de 1,2 milhão e se transformou no influenciador digital mais querido do Brasil nos Jogos Olímpicos. Agenciado pela mesma empresa de outras estrelas do mundo digital, como Pabllo Vittar, Preta Gil e Luísa Sonza, ele também usa a plataforma para se declarar ao namorado Gabriel Campos.

O ponteiro é um dos ainda raros casos de atletas homossexuais que jamais estiveram ‘dentro do armário’. Em junho, no Mês do Orgulho LGBTQIA+, ele falou com exclusividade à ESPN Brasil, em entrevista concedida à repórter Roberta Barroso, e garantiu que sempre deixou claro sua orientação sexual, apesar do preconceito.

“Pra mim, sempre foi muito natural. Eu não tive essa coisa que muitos têm, que eles ficam muito tempo ali dentro de uma caixinha, que a gente chama de dentro do armário entre aspas, e do nada eles saem e falam o que são e o que realmente gostam, e aí eles tiram esse peso de cima. Eu não tive isso porque eu nunca escondi isso de ninguém, sempre fui muito natural com minha família, meus amigos, dentro do meu clube, então, pra mim, sempre foi muito tranquilo e natural”, afirmou.

Apesar da postura, Douglas Souza disse que entende o receio de colegas que preferem não assumir e/ou expor suas orientações sexuais publicamente.

“Pra gente é muito complicado, é muito difícil você sair na rua, e você fica com esse medo. Você não pode andar de mãos dadas no shopping com a pessoa que você ama, ainda não é a nossa realidade. Então, sempre vai ter um pouquinho desse receio. Muita gente, com certeza, ainda sente isso”, completou.

Na ocasião, o jogador citou o uso das redes sociais como uma ferramenta na luta por direitos.

“Acredito que com os anos, a gente vai mudar. A gente está caminhando para isso, hoje em dia, com rede social, a gente está tendo muito mais voz para expor as coisas que acontecem com a gente, para lutar pelos nossos direitos de igualdade, e é isso, acredito que sim, sempre vai ter [receio de assumir], infelizmente, mas a gente está no caminho pra mudar.”

Em busca de uma nova medalha de ouro, a seleção de vôlei estreia em Tóquio nesta sexta-feira (23), às 23h05 (horário de Brasília), contra a Tunísia.