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O que faltou para Julio César Chávez se tornar o maior lutador da história?

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O que tornou Julio César Chávez um dos maiores da história e o que o impediu de ser o número 1 (2:19)

O fã do esporte pode acompanhar a saga deChávez com episódios diários até 19 de junho, sempre às 22h30 (de Brasília), na faixa ESPN Cine & Séries, na ESPN e no ESPN App. Aos sábados, uma maratona com os cinco episódios da semana. (2:19)

Em um ponto de sua carreira, o mexicano Julio César Chávez caminhava a passos (bem) largos para ser reconhecido como o maior lutador de todos os tempos.

A série “El César” mostra a vida dentro e fora dos ringues, as vitórias, derrotas e os demônios pessoais de Julio César Chávez, um dos grandes nomes da história do boxe mundial. No total, são 26 episódios inéditos e exclusivos produzidos pela ESPN para entender a trajetória de altos e baixos da lenda. O fã do esporte pode acompanhar a saga com episódios diários até 19 de junho, sempre às 22h30 (de Brasília), na faixa ESPN Cine & Séries, na ESPN e no ESPN App. Aos sábados, uma maratona com os cinco episódios da semana. Imperdível!

A lenda mexicana representou uma ameaça para desbancar “Sugar” Ray Robinson do posto quando, invicto em 87 combates, colecionava cinturões em três categorias diferentes de peso, havia unificado títulos, aplicado o nocaute mais dramático da história e quebrado o recorde de público para uma luta de boxe.

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A combinação de alcançar a marca de 100 vitórias e encerrar a carreira sem derrota, o que “JCC Superstar” quase conseguiu, teria sido um belo primeiro passo. No boxe, estatísticas valorizam, e muito, o legado de um campeão.

Veja o exemplo de Rocky Marciano, que lutou em uma das eras mais pobres em termos de talento entre os pesados, mas cuja mística de ter parado invicto fez maravilhas para sua imagem.

Para chegar à marca centenária de vitórias, não seria necessário “El Gran Campeón Mexicano” enfrentar 13 “matadores” na sequência, longe disso. Poderia fazer várias lutas não-válidas por título, o que era um de seus hábitos, e vencer ao menos dois “nomes” conhecidos e de qualidade até as 100 vitórias (estamos considerando a versão de Chávez invicto em 87 combates, após a vitória sobre Terrence Alli, em maio de 1993). Um dos nomes apontados à época, mas que não incluiria na lista, era Meldrick Taylor em uma revanche, já que aquela versão do “The Kid” já estava bem distante daquela que por dois segundos não derrotou Chávez em seu duelo original.

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A lenda mexicana do boxe foi derrotada pela primeira vez por Frankie Randall em 1994; o fã do esporte pode acompanhar a saga de 18 de maio a 19 de junho, sempre às 22h30 (de Brasília), na faixa ESPN Cine & Séries, na ESPN e no WatchESPN

Mas, se o mexicano tivesse batido uma dupla formada por quaisquer dos seguintes nomes e chegado a 100 vitórias invicto, seu legado teria sido diferente:

  • “Sugar” Ray Leonard, na categoria dos meio-médios, como Don King chegou a sugerir

  • Buddy McGirt, campeão meio-médio e meio-médio-ligeiro, dos mais respeitados nos anos 80 e 90

  • Pernell Whitaker, mestre defensivo, com quem Chávez empataria em sua próxima luta

  • Terry Norris, campeão dos médios-ligeiros que posteriormente aposentou “Sugar” Ray Leonard; mas o combate com Chávez teria que ser em um peso “casado”

  • Oscar de la Hoya, poucos cenários poderiam ser melhor do que ter evitado a “passagem da tocha” entre ídolos latinos (que aconteceu um pouco mais à frente)

  • Ou um trio, formado por um dos nomes acima e a combinação de Maurice Blocker e Gianfranco Rosi, respectivamente, campeão meio-médio e médio-ligeiro da FIB (Federação Internacional de Boxe), o que tornaria Chávez o primeiro mexicano com cinturões em cinco categorias diferentes

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Nada disso aconteceu.

Chávez chegou perto, tinha o “equipamento necessário” e uma bela trajetória para ameaçar o posto de “Sugar” Ray Robinson como o melhor da história, mas se complicou ao permitir que problemas pessoais interferissem excessivamente em sua carreira.