<
>

Rivais da Premier League se unem e enviam carta para que City não jogue a Champions

O Manchester City tem um novo obstáculo na tentativa de reverter a punição da Uefa, que proíbe o clube de disputar competições continentais pelas próximas duas temporadas.

De acordo com o jornal Daily Mail, oito clubes do top 10 da Premier League enviaram cartas à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para garantir que a punição dos Citizens não seja suspensa enquanto o time de Manchester apela contra a decisão da Uefa.

Caso o pedido seja aceito, o City ficaria impedido de disputar a próxima edição da Champions League.

Segundo a publicação, as cartas foram enviadas por Liverpool, Leicester, Chelsea, Manchester United, Wolverhampton, Tottenham, Arsenal e Burnley. Entre os 10 primeiros colocados do Campeonato Inglês, somente o Sheffield United (e o próprio City, claro) não enviou o pedido.

Entenda o caso

Em fevereiro, a Uefa comunicou que o Manchester City foi banido por duas temporadas de competições europeias por terem descumprido e fraudado as regras de fair play financeiro.

Além disso, o clube inglês foi multado em 30 milhões de euros (R$ 140,2 milhões) pela entidade que rege o futebol europeu.

Após a punição, o City registrou recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS) para tentar anular a punição.

Em comunicado oficial, o tribunal informou que não há prazo para uma decisão sobre o caso - situação que poderia beneficiar o City, que tentaria uma "manobra" para poder disputar a Champions League da próxima temporada normalmente.

As denúncias contra o Manchester City foram feitas inicialmente pela revista alemã Der Spiegel, em novembro de 2018.

E-mails vazados indicaram irregularidades em relação aos valores recebidos pelo clube por meio de Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, proprietário do City e integrante da família que governa Abu Dhabi.

De acordo com a investigação, somente 12% dos 67,5 milhões de libras para patrocínio de camisa, estádio e as divisões de base foram de fato pagos pela Etihad Airways. O restante, embora descrito como verba de patrocínio no balanço do clube, foi aporte direto do dono clube - prática proibida pela Uefa.

A punição vale a partir da temporada 2020-21.