O Manchester City entrou com uma medida para tentar reverter a punição da Uefa, que proíbe o clube de disputar competições continentais pelas próximas duas temporadas. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) confirmou na manhã desta quarta-feira (26) que registrou recurso dos Citizens contra a decisão da entidade que rege o futebol europeu.
Em comunicado oficial, o tribunal informou que não há prazo para uma decisão sobre o caso.
O próximo passo será a convocação de um painel de juízes formado pelo CAS. Os documentos apresentados pelas partes envolvidas serão analisados e, posteriormente, haverá uma audiência na qual o painel vai determinar se mantém ou anula a punição imposta pela Câmara de Decisões Organismo de Controle Financeiro da Uefa (CFCB).
Entenda o caso
Além da exclusão dos torneios continentais, o City foi multado em 30 milhões de euros pela Uefa. A decisão foi anunciada no dia 14 de fevereiro.
Segundo a entidade, a punição se deve pelo fato dos Citizens terem descumprido e fraudado as regras de fair play financeiro.
As irregularidades foram reveladas pela revista alemã Der Spiegel, em novembro de 2018.
E-mails vazados indicaram irregularidades em relação aos valores recebidos pelo clube por meio de Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, proprietário do City e integrante da família que governa Abu Dhabi.
De acordo com a investigação, somente 12% dos 67,5 milhões de libras para patrocínio de camisa, estádio e as divisões de base foram de fato pagos pela Etihad Airways. O restante, embora descrito como verba de patrocínio no balanço do clube, foi aporte direto do dono clube - prática proibida pela Uefa.
A punição vale a partir da temporada 2020-21 - ou seja, o City ainda poderá continuar na disputa da atual edição da Champions League. O time de Manchester enfrenta o Real Madrid nesta quarta pelo jogo de ida das oitavas de final da competição.
