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Última vez foi com Zico camisa 10 e 'vilão': Como coronavírus pode fazer seleção ficar 9 meses sem jogar

Com o adiamento da Copa América para 2021, anunciado na última terça-feira pela Conmebol, o técnico Tite se viu em uma situação complicada na seleção brasileira.

A última vez que a equipe entrou em campo foi em 19 de novembro de 2019, quando venceu a Coreia do Sul, em amistoso.

Depois disso, o time teoricamente jogaria em 27 de março, contra a Bolívia, pelas Eliminatórias sul-americanas, voltando a atuar após cerca de quatro meses.

Todavia, com o adiamento também das Eliminatórias, assim como da Copa América, por conta da pandemia mundial de coronavírus, não se sabe agora quando Tite voltará a ter sua equipe em ação.

Na previsão mais otimista, já sem contar a Copa América, isso aconteceria na próxima Data Fifa, que é no início de setembro (dias 3 e 8).

Ou seja: se só voltar a atuar em setembro, o Brasil ficará nove meses sem jogar: dezembro de 2019 e janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto de 2020.

A última vez que a equipe canarinho viveu um hiato tão grande ocorreu depois de um dos maiores traumas da história da seleção.

Foi depois da Copa do Mundo de 1986, no México, quando o Brasil foi eliminado pela França nas quartas de final.

À época, o elenco de Telê Santana era recheado de craques, como Zico, Oscar, Alemão, Sócrates, Müller, Careca e Silas, só para citar alguns.

No entanto, quis o destino que os dois principais jogadores da seleção fossem "vilões" naquele jogo. Zico perdeu um pênalti no tempo normal, que poderia ter dado a vitória ao Brasil, enquanto Sócrates desperdiçou outro na decisão por penalidades. O goleiro Joël Bats acabou saindo como herói.

Depois deste trauma, ocorrido em 21 de junho de 1986, a seleção só voltou a entrar em campo em 19 de maio de 1987, quando empatou por 1 a 1 com a Inglaterra, por um torneio amistoso.

Ou seja: foram 10 meses sem jogar: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 1986 e janeiro, favereiro, março e abril de 1987.

Contando ainda os dias que sobraram de junho de 1986 e maio de 1987, daria para calcular praticamente 11 meses de inatividade.

Entre os jogos contra a França e a Inglaterra, aliás, o Brasil trocou de técnico: saiu Telê e assumiu Carlos Alberto Silva, que durou até outubro de 1988.