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Copa América: onde estavam os finalistas do Brasil no último título da seleção

A seleção brasileira voltará ao Maracanã neste domingo para decidir o título da Copa América. Foi assim pela última vez há seis anos, quando, em 2013, um time comandado por Luiz Felipe Scolari deixou o estádio como campeão da Copa das Confederações, batendo a Espanha.

Dos 11 titulares daquela vitória, apenas dois devem iniciar a partida novamente às 17h (no horário de Brasília), contra o Peru – o lateral-direito Daniel Alves e o zagueiro Thiago Silva. Filipe Luís completa os únicos três remanescentes – foi reserva, assim como deve ser hoje.

Já do grupo que tentar ser campeão da Copa América, alguns sequer eram jogadores profissionais quando o Brasil conquistou seu último título. É o caso de Everton, por exemplo.

“Estava na concentração, no Grêmio, era da base, recém-chegado, estávamos assistindo o jogo, vibramos bastante, espero que possa se repetir”, relembrou um dos destaques do torneio até aqui. Bem diferente de Alex Sandro, que também deve ser titular neste domingo e tem poucas lembranças de 2013. “Sinceramente, não lembro”, respondeu ele sobre a final.

Veja onde estava o Brasil de 2019 em 2013:

Alisson: aos 20 anos, tinha apenas um jogo como profissional no Internacional, no Campeonato Gaúcho, contra o Cruzeiro-RS. Era reserva do irmão Muriel. Em 2013, fez mais oito partidas no time principal, após a Copa das Confederações, e só virou titular em 2014.

Ederson: aos 19 anos, já estava no futebol português desde 2009. Defendia o Rio Ave, seu segundo clube emprestado pelo Benfica, após o Ribeirão. Até o Brasil x Espanha, fez apenas dois jogos em 2013, um na Taça de Portugal e outra no Português. Jogou mais no ano seguinte.

Cássio: com 26 anos, já era titular absoluto do Corinthians, depois de ser herói dos títulos da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012 – nesse segundo, ao lado de Paolo Guerrero, que hoje será rival. Em 2013, foi campeão também do Paulista e da Recopa.

Daniel Alves: aos 30 anos, foi titular da lateral direita naquela Copa das Confederações. Já tinha outros dois títulos com a seleção brasileira e, na temporada, vinha de conquista também do Campeonato Espanhol com o Barcelona. Agora, é o capitão da equipe de Tite.

Fagner: com 24 anos, estava em baixa no Wolfsburg, da Alemanha. Depois do título do Brasil, retornou ao Vasco, mas acabou o ano rebaixado. Logo depois, voltou ao Corinthians.

Thiago Silva: com 28 anos, foi titular da zaga na Copa das Confederações. No clube, estava em sua primeira temporada no PSG, equipe que defende até hoje, após deixar o Milan.

Marquinhos: com 19 anos, havia disputado sua primeira temporada na Europa, com a Roma. Teve destaque e foi comprado logo em seguid,a pelo PSG, por mais de R$ 100 milhões.

Miranda: aos 28 anos, já havia sido campeão da Copa das Confederações de 2009 com a seleção, mas não foi convocado por Felipão – que, além de Thiago Silva, preferiu David Luiz, Dante e Réver. Na Espanha, estava consolidado como titular do Atlético de Madrid.

Militão: tinha só 15 anos e havia acabado chegar à base do São Paulo. Em 2013, disputou o Campeonato Paulista sub-15 pelo clube que estrearia como profissional apenas em 2017.

Alex Sandro: aos 22 anos, já era jogador do Porto e com experiência na seleção principal, após ter estreado em 2011. Um ano antes daquela Copa das Confederações, integrou o grupo sub-23 que foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Filipe Luís: 27 anos em 2013, é um dos remanescentes do título agora aos 33. Titular do Atlético de Madrid, foi reserva de Marcelo durante a competição e na final. Já em 2019, atuou a maior parte do torneio, mas, depois de um problema na coxa direita, deve ser substituído por Alex Sandro

Casemiro: aos 21 anos, era ainda jogador do Real Madrid B, justamente no ano em que deixou o São Paulo. Até chegou a estrear pelo time principal, mas, em 2014, acabou emprestado ao Porto.

Fernandinho: com 27 anos, era mais um com experiência na seleção brasileira, mas ainda atuava pelo Shakhtar Donetsk – já há oito anos. Foi justamente na época do título da Copa das Confederações que trocou o futebol ucraniano pelo Manchester City.

Arthur: aos 16 anos, já tinha trocado a base do Goiás pela do Grêmio, em 2010, e vinha se destacando. Em 2013, disputou o Sul-Americano sub-17 com a seleção brasileira antes da Copa das Confederações e, depois do título, esteve também no Mundial de sua categoria.

Allan: com 21 anos, havia conseguido bom destaque com o Vasco em 2011 e 2012, ano em que foi vendido para a Udinese, da Itália. Já na primeira temporada, jogou 36 de 38 jogos do Campeonato Italiano, sendo 33 como titular.

Philippe Coutinho: aos 21 anos, ainda tentava decolar no futebol europeu. Depois de um bom período no Espanyol, não se firmou na Internazionale de Milão e foi para o Liverpool em janeiro de 2013. Na primeira temporada, foram apenas 13 jogos na Premier League, com três gols.

Lucas Paquetá: com 15 anos, ainda não havia sequer assinado contrato profissional com o Flamengo. Pelo tamanho e peso, chegou a ter futuro incerto no clube, apesar de já promissor, mas acabou evoluindo com tratamento. Só estrearia entre os profissionais em 2016.

Gabriel Jesus: 16 anos e recém-chegado nas categorias de base do Palmeiras. Em 2013, ainda era conhecido como Gabriel Fernando e foi artilheiro do clube no Paulista sub-17. Explodiria no ano seguinte, batendo o recorde de gols da competição de base. Em 2015, chegou ao profissional.

Willian: aos 24 anos, tinha sido comprador no início de 2013 pelo clube russo Anzhi Makhachkala, depois de cinco anos e meio no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Depois da Copa das Confederações, chegou ao Chelsea, clube que defende até hoje.

Everton: com 17 anos, estava na base do Grêmio, ainda emprestado pelo Fortaleza. Foi comprado depois do título da seleção e estreou como profissional no início de 2014.

David Neres: tinha 16 anos e vivia no CT de Cotia, mas não era sequer uma das principais promessas da base do São Paulo, sem nunca ter chamado para seleções brasileiras. Estreou no time profissional em 2016 apenas.

Roberto Firmino: apesar de apenas 21 anos em 2013, já estava em sua terceira temporada no Hoffenheim, da Alemanha, depois de deixar o Figueirense em 2010.

Richarlison: com 16 anos, ainda estava nas categorias de base do Real Noroeste, do Espírito Santo, antes de se transferir para o América-MG, em 2014 – também para as divisões inferiores. No clube mineiro, deu os primeiros passos como profissional.