Quem é a 'zebraça' de Roland Garros campeã no Brasil e que pode repetir o que só aconteceu uma vez no tênis

Está definida a decisão da chave feminina em Roland Garros, que acontece no próximo sábado (06), com horário ainda a ser definido, e com transmissão ao vivo no plano premium do Disney+.

Uma das surpresas do torneio, Maja Chwalinska venceu nesta sexta-feira (04) a russa Diana Shnaider, que despachou Aryna Sabalenka, e enfrentará na final a jovem Mirra Andreeva.

A partida, disputada no mítico saibro da quadra Philippe-Chatrier, terminou em 2 sets a 0 (7/6 e 6/4) para a polonesa que vive um verdadeiro conto de fadas no Aberto da França.

O tamanho da campanha em Paris é justificado pelas marcas que Maja Chwalinska acumulou ao avançar à decisão.

Atual n° 114 do ranking da WTA, Chwalinska aparecerá na 21ª posição na próxima atualização após deixar pelo caminho Alice Rame, Carole Monnet e Suzan Lamens no quali, além de Qinwen Zheng, Elise Mertens, Maria Sakkari, Diane Parry, Anna Kalinskaya e agora Diana Shnaider na chave principal.

Aos 24 anos, a polonesa se tornou apenas a 2ª tenista na Era Aberta a conseguiu avançar à decisão da chave de simples vinda do qualifying, considerando homens e mulheres, no feito que até então pertencia apenas a Emma Raducanu, no US Open de 2021.

Segundo dados estatísticos da Opta, Chwalinska é apenas a terceira jogadora a chegar à final de simples feminino primeira participação na chave principal entre aquelas que estrearam em Roland Garros na Era Aberta, igualando Evonne Goolagong (1971) e Chris Evert (1973).

Além disso, a polonesa se tornou a 3ª em toda a Era Aberta (desde 1968) a alcançar sua primeira final de um torneio WTA justamente em um Grand Slam, assim como Venus Williams (US Open de 1997) e Emma Raducanu (US Open de 2021).

Se conquistar o título em Roland Garros, Chwalinska será apenas a segunda a ser campeã de um Major partindo do torneio qualifying (três rodadas!), igualando o feito de Emma Raducanu em 2021.

Uma das principais vozes do circuito em relação à saúde mental, a polonesa chegou a deixar de competir após um diagnóstico de depressão.

“Me esforcei bastante no início. Pensei que precisava me manter forte, resistente e continuar treinando”, revelou Maja Chwalinska durante coletiva de imprensa após eliminar a russa Anna Kalinskaya nas quartas de final.

“Mas aí eu simplesmente não conseguia mais sair da cama. Estava sem vida, para ser sincera. Sabia que precisava fazer uma pausa, porque senão eu simplesmente não conseguiria viver. Sinceramente, não sabia se ia voltar ou não. Depois de alguns meses, decidi voltar. Precisava colocar algumas coisas em ordem. E voltei. Estou feliz por ter voltado”.

Em busca do primeiro título na WTA, Maja Chwalinska conquistou no Brasil dois troféus pelo Challenger de Florianópolis. Em 2024, venceu na final a suíça Ylena In-Albon, faturando ainda o torneio de duplas na mesma edição ao lado da brasileira Laura Pigossi.