<
>

O papel fundamental do camisa 9 no rugby mundial

No dia 20 de setembro, Japão e Rússia darão início a 9ª Copa do Mundo de Rugby.

Uma história que começou em 1987 e a cada quatro anos encanta multidões cada vez maiores e mais entusiasmadas com o esporte.

Nunca os camisas 9 foram tão fundamentais na estrutura de um jogo de rugby como nos dias atuais.Além de coordenar o trabalho de base com os forwards e executar a transição para a linha, ganhou em importância um scrunhalf armador e principalmente finalizador.

Vamos então aos nove atletas indicados a melhor 9 da Copa, cada um com suas qualidades mais notáveis.

1 – Faf de Clerk (África do Sul): armação e inteligência;
2 - Aaron Smith (Nova Zelândia): liderança e velocidade;
3 – Gareth Davies (País de Gales): criatividade e finalização;
4 – Connor Murray (Irlanda): categoria e visão de jogo;
5 – Antoine Dupont (França): versatilidade e finalização,
6 – Ben Youngs (Inglaterra): distribuição e armação;
7 – Thomaz Cubelli (Argentina): determinação e improviso;
8 – Greig Laidlaw (Escócia): liderança e habilidade;
9 – Nic White (Austrália): agilidade e finalização.

Uma questão que surge é a necessidade de mudança de ordem técnica ou física nos jogadores acima durante o Mundial.

E aí destaca-se a importância do camisa 21 (o reserva imediato do camisa 9 no rugby). Abaixo, a relação dos substitutos e se eles mantêm ou não o nível apresentado pelos titulares da posição.

1 – Hershell Janties (África do Sul): mantém o nível e pode até melhorá-lo;
2 – T.J. Perenara (Nova Zelândia): mantém o nível e pode até melhorá-lo;
3 – Aled Davies (País de Gales): não consegue manter nível;
4 – Luke McGrath (Irlanda): não consegue manter o nível;
5 – Baptiste Serin (França): consegue manter o nível;
6 – Willie Heinz (Inglaterra) consegue manter o nível;
7 – Felipe Excurra (Argentina): não consegue manter o nível;
8 – Ali Price (Escócia): não consegue manter o nível.
9 – Will Genia (Austrália): mantém o nível e pode até melhorá-lo.

Se tudo ocorrer como tradicionalmente se vê na Copa do Mundo, os camisa 21 terão importância fundamental na disputa. Com isso, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália saem na frente - colados a eles temos ainda França e Inglaterra.

Em outro artigo, destacamos que apenas cinco seleções estiveram presentes em finais de Mundiais de rugby: Nova Zelândia, África do Sul, Austrália, França e Inglaterra. Apenas coincidência com a lista dos camisas 21? Não, não existe surpresa no mundo do rugby. Jogadores excepcionais em posições fundamentais são raros em qualquer esporte. O alto nível de uma seleção começa por eles e, portanto, isso explica por que essas seleções foram protagonistas até aqui deste seleto mundo de finalistas.

Uma Copa do Mundo de Rugby é vencida com um plantel completo, e não apenas com um bom time. Nos próximos artigos analisaremos outras posições que podem fazer a diferença para uma ou outra seleção, especialmente com os camisa 2, 8, 10 e 15, que, junto ao camisa 9, formam a espinha dorsal de uma equipe de rugby.

Teremos uma grande Copa do Mundo no Japão, talvez a mais acirrada disputa pelo título de todos os tempos. A partir do dia 20 de setembro, você acompanha todos os jogos, ao vivo e com exclusividade, nos canais ESPN e no WatchESPN.

Amistosos preparatórios para a Copa do Mundo

Sexta-feira (6 de setembro)

15h45 – Inglaterra x Itália (ESPN 2 e WatchESPN)

Sábado (7 de setembro)

10h – Irlanda x País de Gales (ESPN e WatchESPN)